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Setor agropecuário do Sul do país se reúne em Florianópolis para discutir demandas

Apesar de boas safras, preocupação é com a comercialização dos produtos

Felipe Alves
Florianópolis
23/02/2018 às 08H13

As demandas e expectativas do setor agropecuário de Santa Catarina e do Sul do Brasil estiveram em debate ontem, durante encontro da diretoria da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), em Florianópolis. Além da Faesc (Federações Estaduais da Agricultura de Santa Catarina), estiveram presentes representantes das entidades do Rio Grande do Sul, Farsul (Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul), e do Paraná, Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná).

Presidente da CNA, João Martins da Silva Júnior - Flávio Tin/ND
Presidente da CNA, João Martins da Silva Júnior - Flávio Tin/ND



O presidente da CNA, João Martins da Silva Júnior, e o presidente da FAESC, José Zeferino Pedrozo, estão otimistas quanto à produção agropecuária deste ano para o Brasil e para Santa Catarina, mas preocupados com a comercialização dos produtos. “Temos que desmistificar. A supersafra não é ganhar muito dinheiro, é um aumento de produtividade. Estamos na expectativa de mais uma vez ter recorde de produção. Mas a CNA está preocupada por que, quando chega no final da safra, o produtor não tem dinheiro no bolso”, afirma João Martins.

Segundo José Zeferino, o gargalo está na comercialização, que é uma preocupação permanente do setor. “O grande mercado nosso é o brasileiro, o segundo é a exportação. Apesar de termos produção razoável, vivemos momentos de dificuldade como está ocorrendo com o arroz e o leite”, explica Zeferino. “O poder aquisitivo da população influenciou e nós esperamos que, com a retomada do crescimento econômico do Brasil, o produtor volte a ter um saldo positivo nas suas safras”, afirma. 

 

CNA defende seguro rural

O encontro entre as entidades do Sul e a CNA foi uma forma de apresentar as dificuldades enfrentadas pelos Estados do Sul e pedir empenho nacional para tentar saná-las. Estiveram presentes lideranças, produtores e empresários rurais.

O presidente da CNA, João Martins Pedrozo, afirma que está pleiteando com o Governo Federal e com políticos melhores condições para o desenvolvimento da categoria. Segundo ele, não é possível o país ter a taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) em 6,5% e o setor agropecuário pagar 8,5%. “Mais do que isso, temos que entender que temos uma atividade altamente de risco que precisa de subsídio do governo”, destaca.

A saída, segundo Pedrozo, está no aperfeiçoamento de um seguro rural, apoiado pelo Governo Federal. De acordo com o presidente, seria necessário hoje 1,2 bilhão de subsídios do governo para garantir um seguro às produções rurais do país. “É uma ferramenta essencial para que o produtor invista cada dia mais no que produz e busque aumento de produtividade”, diz ele. Entre as bandeiras da confederação, estão o maior apoio à sustentação do produtor rural, incentivando menores custos de logística e defesa sanitária mais eficiente.

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