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Sem as sinalizações adequadas, trânsito fica ainda mais complicado em Florianópolis

Placas e pinturas nas vias são responsabilidade da Diretoria de Operação do Sistema Viário

Michael Gonçalves
Florianópolis
11/03/2018 às 23H04

Não é novidade que o trânsito em Florianópolis é caótico. Para ordenar os mais de 346 mil veículos em circulação na capital catarinense, o CBT (Código de Trânsito Brasileiro) prevê as sinalizações horizontais e verticais. O problema é que nem sempre as sinaliza­ções estão corretas e em alguns pontos elas simples­mente desapareceram em função do vandalismo ou em decorrência de um acidente. Sem a devida manu­tenção das sinalizações viárias, o trânsito fica ainda mais complicado e a chance de acidentes e de reten­ção do fluxo aumentam consideravelmente.

Um exemplo é a rua Afonso Pena, na localidade do Canto, bairro Estreito, no Continente. A rua de pis­ta simples e de mão dupla deveria ser sinalizada com a cor amarela para dividir as faixas de rolamento. Apesar disso, a via tem a pintura de uma faixa bran­ca, que indica uma pista de sentido único.

Quem se aproxima da sinalização horizontal percebe que há anos a prefeitura tentou corrigir a pintura sobrepondo uma faixa amarela, que pratica­mente desapareceu pelo desgaste. “Estou morando na Afonso Pena há três meses e, realmente, a sinalização confunde quem não está acostumado. Uma cidade turística deveria priorizar essas sinalizações de trân­sito, assim como as informativas”, comentou a fisiote­rapeuta Vanessa Capoani, 27.

A sinalização horizontal tem a função de organi­zar o fluxo de veículos e pedestres por meio de linhas, marcas, símbolos e legendas, demarcadas sobre o pa­vimento. 

Sinalização de trânsito precária - Rua Crispim Mira  - Marco Santiago/ND
Sinalização de trânsito precária na rua Crispim Mira - Marco Santiago/ND



Buzinaços na Trindade

 

Na Ilha de Santa Catarina, a falta de uma placa indi­cando a obrigatoriedade de parar causa muita confusão na rótula entre as avenidas Madre Benvenuta e Lauro Li­nhares, no bairro Trindade. Os buzinaços, os bate-bocas e as freadas bruscas são a rotina para quem circula pela região.

O aposentado Luiz Paulo Espezim, 68, testemunha as confusões diariamente. Durante os 15 minutos da produção da reportagem, dois buzinaços foram registrados. “Passo por aqui várias vezes por dia e, sem dúvida, existe a necessi­dade de recolocação da placa de ‘pare’ na rótulo. Isso porque quem circula pela Lauro Linhares, que é a preferencial, mas não é da região acaba cortando a preferência de quem está na rótula e a está formada a confusão”, contou o aposen­tado.

No Centro de Florianópolis, a situação não é diferente. Na esquina entre as ruas Crispim Mira e Almirante Alvim, na praça Getúlio Vargas, um semáforo para pedestre está vira­do para uma placa da zona azul. Assim, a sinalização perdeu a sua funcionalidade. O técnico imobiliário Luciano Luz, 48, diz que o semáforo está torto há mais de seis meses. “Alguém colidiu contra o poste do semáforo e parece que ninguém da prefeitura passa por aqui. Estamos abandonados pelo poder público”, lamentou o morador da Crispim Mira.

Sinalização de trânsito precária - Rua Afonso Pena  - Marco Santiago/ND
Rua Afonso Pena - Marco Santiago/ND



 

 Prefeitura coloca 110 placas por mês

O diretor operacional da Diope (Diretoria de Operação do Sistema Viário de Florianópo­lis), Fabrício Justino, informou que a prefeitu­ra tem o contrato com uma empresa para a pintura das sinalizações horizontais e para a produção de placas de sinalizações verticais. Além disso, o órgão tem um motociclista à disposição durante 24 horas para solucionar problemas com os semáforos.

Fabrício explicou que o vandalismo e o fur­to das placas são os piores problemas. “Temos um programa para implantar alguns siste­mas binários no Continente e a rua Afonso Pena está no projeto. Se não for confirmado, vamos programar a pintura correta da sina­lização. Já a placa de ‘pare’ na rótula vamos colocar nesta segunda (12). E o semáforo para pedestres vamos corrigir o mais rápido possí­vel”, prometeu o diretor.

A Diope tem nove funcionários que traba­lham na colocação de placas e na manuten­ção dos semáforos. Em média, a prefeitura coloca 110 placas de sinalização vertical por mês. “Conseguimos atender 90% das solicita­ções no prazo de um mês”, explicou.

Para informar a falta de sinalização, o ci­dadão pode comunicar na página da Diope na rede social Facebook ou pelo (48) 3251-4981, das 8h às 18h.

sinalização de trânsito precária - Lauro Linhares esq. Madre Benvenuta  - Marco Santiago/ND
Sinalização de trânsito precária na Lauro Linhares  - Marco Santiago/ND



Importância da sinalização vertical

Regulamentar as obrigações, limitações, proibições ou restrições que governam o uso da via;

Advertir os condutores sobre condições com potencial risco existentes na via ou nas suas proximidades, tais como escolas e passagens de pedestres;

Indicar direções, localizações, pontos de interesse turístico ou de serviços e transmitir mensagens educativas, dentre outras, de maneira a ajudar o condutor em seu deslocamento.

Fonte: CBT (Código de Trânsito Brasileiro)

 

Saiba as diferenças das cores nas sinalizações horizontais

Amarela: utilizada na regulação de fluxos de sentidos opostos; na delimitação de espaços proibidos para estacionamento e/ou parada e na marcação de obstáculos;

Branca: utilizada na regulação de fluxos de mesmo sentido; na delimitação de trechos de vias, destinados ao estacionamento regulamentado de veículos em condições especiais; na marcação de faixas de travessias de pedestres, símbolos e legendas;

 Vermelha: utilizada para proporcionar contraste, quando necessário, entre a marca viária e o pavimento das ciclofaixas e/ou ciclovias, na parte interna destas, associada à linha de bordo branca ou de linha de divisão de fluxo de mesmo sentido e nos símbolos de hospitais e farmácias (cruz);

Azul: utilizada nas pinturas de símbolos de pessoas portadoras de deficiência física, em áreas especiais de estacionamento ou de parada para embarque e desembarque;

Preta: utilizada para proporcionar contraste entre o pavimento e a pintura.

Fonte: CBT (Código de Trânsito Brasileiro)

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