Publicidade
Quarta-Feira, 14 de Novembro de 2018
Descrição do tempo
  • 30º C
  • 22º C

Sem acordo, greve dos trabalhadores dos Correios vai a dissídio

Em Joinville, 70 carteiros aderem à paralisação. Entregas de correspondências e encomendas devem atrasar

Redação ND
Joinville

Sem acordo entre a ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) e a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares) o TST (Tribunal Superior do Trabalho) definirá nos próximos dias uma data para o julgamento do dissídio dos Correios. Os servidores continuam em greve nacional, mas têm obrigação de manter o efetivo mínimo de 40% de funcionários por unidade, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.

Nesta quinta-feira, em Joinville, 70 carteiros mantiveram a greve. Segundo José Carlos Martim, diretor do Sintect (Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos e Similares de Santa Catarina) em Joinville, na quarta (19), o TST formulou uma proposta de acordo entre as partes, recusada pela empresa. “A ministra (Maria Cristina Peduzzi) sugeriu que fosse dado 5,2% da inflação, aumento linear de R$ 80, e de 8,84% do vale alimentação, e que fossem mantidas as cláusulas sociais.

A Fentect iria encaminhar isso para as assembleias com orientação de aceitar, mas a empresa rejeitou”, detalha. Com a recusa dos Correios, que alegou que o aumento linear representaria impacto de R$ 40,5 milhões no orçamento, Maria Cristina Peduzzi nomeou a ministra Kátia Arruda como relatora do julgamento que deve ocorrer depois do dia 25, caso não haja acordo entre empresa e federação. As entregas de correspondências e encomendas transportadas pelos correios devem sofrer atraso por causa da greve nacional. Santa Catarina foi uma das 23 regiões que aderiu ao movimento que reivindica aumento de 43,7%, ticket de R$ 35, a contratação imediata de 30 mil trabalhadores, o fim da terceirização e do projeto de privatização dos Correios. Abaixo, veja a nota oficial enviada no fim da tarde desta quinta-feira pela diretoria dos Correios.

CORREIOS: 91% DOS EMPREGADOS CONTINUAM TRABALHANDO

No segundo dia de paralisação nos Correios, 91% dos trabalhadores continuaram trabalhando normalmente. Dos 120 mil trabalhadores da Empresa, 10.438 aderiram à paralisação. A aferição de presença é feita por meio de sistema eletrônico de ponto. Da carga diária, 76% está sendo entregue no prazo, o que equivale a 27 milhões de cartas e encomendas – o restante pode ter atraso de até um dia.
A rede de agências no País está aberta e funciona normalmente, sendo uma alternativa de atendimento, por meio do Banco Postal, durante a greve dos bancários. Todos os serviços de entrega dos Correios, inclusive o SEDEX, estão disponíveis, com exceção dos que têm “hora marcada” (SEDEX 10, SEDEX 12 e SEDEX Hoje e o Disque-Coleta) destinados a São Paulo (capital e região metropolitana), Tocantins, Distrito Federal, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. No Rio de Janeiro, estão suspensos apenas a entrega de SEDEX Hoje e o Disque-Coleta.
Santa Catarina — Os Correios em Santa Catarina registraram, nesta quinta-feira, 8,6 % do efetivo de empregados no Estado com as atividades paralisadas. Reforçamos que todas as agências do Estado estão abertas e operando normalmente para serviços de postagens e bancários. Alem disso, estamos dotando as unidades de distribuição domiciliar de todos os recursos necessários para atender aos anseios da população. Para isso, Carteiros estão sendo deslocados para cobrir eventuais demandas nas unidades com maior efetivo em paralisação.
Ainda conforme plano de contingência até a resolução do movimento, os Correios em SC operam com realocação de empregados das áreas administrativas, contratação de trabalhadores temporários, realização de horas extras e mutirões para triagem e entrega de cartas e encomendas nos finais de semana, caso necessário.
Julgamento — O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu levar a julgamento o dissídio dos Correios, já que não houve acordo entre a empresa e o sindicato na audiência de conciliação realizada na última quarta-feira (19) em Brasília. A ministra Kátia Arruda será a relatora e definirá a data do julgamento que deve ocorrer na próxima semana. Na audiência, o TST concedeu liminar determinando que os sindicatos garantam efetivo mínimo de 40% por unidade, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.
Os Correios estão envidando todos os esforços para garantir o atendimento à população brasileira e, antecipadamente, pedem desculpas pelos eventuais transtornos que possam vir a ser causados aos cidadãos.


Diretoria Regional de Santa Catarina
Assessoria de Comunicação

 

 

Publicidade

0 Comentários

Publicidade
Publicidade