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Sede da Secretaria de Educação do Estado terá cortes para reduzir gastos

O Estado gasta R$ 18 milhões mensais com a folha de 730 servidores lotados na sede da pasta

Felipe Alves
Florianópolis
25/05/2018 às 19H53

A menos de um mês no cargo de Secretária de Educação de Santa Catarina, a professora Simone Schramm comanda pelos próximos sete meses uma das principais pastas do Governo do Estado. Uma das primeiras medidas, a pedido do governador Eduardo Pinho Moreira, foi uma auditoria feita pelos técnicos da Secretaria da Fazenda para avaliar os custos da sede da Secretaria de Educação, no Centro da cidade. Segundo ela, a folha mensal dos 730 servidores que ocupam o prédio é de R$ 18 milhões. A expectativa é diminuir esse custo principalmente cortando 70% das funções gratificadas nos próximos 10 dias e redistribuir às escolas grande parte dos 299 professores que hoje trabalham na sede da secretaria. Para os próximos meses, as prioridades de gestão de Schramm serão a implementação da Base Nacional Comum Curricular em Santa Catarina, a melhoria estrutural em escolas que já estão em período integral e o avanço de equipamentos de tecnologia para as escolas estaduais.

A professora Simone Schramm está há um mês no cargo de Secretária de Educação de Santa Catarina - Flávio Tin/ND
A professora Simone Schramm está há um mês no cargo de Secretária de Educação de Santa Catarina - Flávio Tin/ND

  • Qual foi a motivação da auditoria dos técnicos da Fazenda na sede da Secretaria de Educação?

As funções gratiticadas em grande número. A partir do momento que os técnicos da Secretaria da Fazenda vieram à casa, nós solicitamos que eles percorressem todas as diretorias observando o fluxo de trabalho e ouvindo servidores para que a gente pudesse reestruturar a secretaria de Estado da Educação dentro do fluxo de trabalho e da necessidade de servidores.

  • A que conclusão chegou a auditoria?

Temos 730 servidores hoje na casa, onde foram detectados que 509 recebiam funções gratificadas, sem contar gerentes e diretores. Ou seja, de cada quatro servidores, três recebiam funções gratificadas. Nós fizemos um levantamento para fazer os ajustes e, a partir de agora, estaremos incorporando a função aos servidores que têm trabalho que justifique a função gratificada. Vamos ter apenas 30% de funcionários com funções gratificadas.

  • Que impacto financeiro essa reestruturação deve ter?

Impacto significativo. Hoje a folha desse prédio está em R$ 18 milhões ao mês. Estamos fazendo um levantamento de quanto isso vai impactar na diminuição da folha dos servidores da casa.

  • Quantos professores deverão ser impactados?

Temos hoje 299 professores que estão com atribuição de exercício, baseado no diagnóstico levantado. Vamos reorgnizar isso em cada diretoria. Os que não tiverem mais função voltam para a escola e estarão retomando sua função como educador. Não temos os números exatos ainda. Isso será discutido com o colegiado.

  • A senhora está há um mês à frente da secretaria e tem sete meses de governo pela frente. Quais serão as prioridades?

O encaminhamento prioritário é da implantação da BNCC (Base Nacional Comum Curricular). Temos um cronograma a ser obedecido para implantação até dezembro. Estivemos na quarta-feira com os gestores do ensino médio integral em parceria com a Fundação Ayrton Senna, e estivemos na Fiesc ouvindo programas e modalidades de ensino em parceria de educação. Na parte de infraestrutura queremos dar prioridade às escolas que já estão funcionadno em regime integral. Nos prédios escolares, temos a questão das quadras cobertas que são necessárias e dos refeitórios para dar conforto para acolher os alunos em tempo integral. A prioridade será o mobiliário para os prédios novos e dar manutenção aos prédios de ensino regular.

  • Além da infraestrutura deve haver também um grande investimento em tecnologia para as escolas ainda este ano. Em que fase está este projeto?

A secretaria já está em fase licitatória com relação aos equipamentos de tecnologia, como lousas digitais e computadores. Essa é a expectativa dos jovens hoje. É uma questão da permanência do aluno que pudemos detectar, a exemplo de escolas em Joinviile. Ter uma escola atratativa é muito importante para que a gente possa manter os alunos dentro da escola. Isso deve ser feito este ano.

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