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Segunda-Feira, 24 de Setembro de 2018
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Rotary de Joinville faz alerta para a importância da vacina contra a poliomielite

Em 2013, Joinville ficou abaixo da meta de vacinação do Ministério da Saúde. Enquanto a pólio não for erradicada, há riscos

Thaís Moreira de Mira
Joinville

O Rotary International participa, todos os anos, da campanha de vacinação contra poliomielite (paralisia infantil) em Joinville. Com a missão de lutar pela erradicação da doença ao redor do mundo, a entidade faz o alerta para o risco que as crianças correm quando não são vacinadas.

Apesar de o Brasil ter recebido da OMS (Organização Mundial de Saúde) o certificado de erradicação da pólio, em 1994, crianças de outros países, principalmente africanos, continuam sendo diariamente infectadas pelo vírus da pólio. Ou seja, a possibilidade da doença – que não é registrada desde 1989 no país – voltar a fazer suas vítimas não está descartada.

Na maior cidade catarinense, por exemplo, 93,4% das crianças foram vacinadas em 2013. O percentual está abaixo da meta do Ministério da Saúde, que é de 95%. “Na última campanha, 2.200 crianças ficaram sem receber vacina em Joinville. Falta conscientização”, afirma Carlos Augusto Canto, instrutor do Rotary. “Não podemos aceitar esses números”, acrescenta.

Canto diz que na Síria a poliomielite já infectou 300 pessoas apenas neste ano. Em 2012, haviam sido seis. São dados alarmantes, que apontam para o avanço da doença em países onde a população carece de vacinação.

“Tem registro da doença na Entiópia, Camarões. De avião a África fica só a seis horas do Brasil”, alerta o rotariano. “Joinville, infelizmente, foi uma das cidades que não atingiu a meta de vacinação e estamos fazendo esta campanha, pedindo que seja divulgada em todas as mídias a importância da vacina. É uma ação contínua, também vamos divulgar nas redes sociais”.

Coordenadora da Vigilância Epidemiológica em Joinville, Aline Costa da Silva reforça a importância dos pais levarem seus filhos para serem vacinados durante a campanha, que ocorrerá entre os dias 9 e 22 de agosto. E lembra que, como é ano de Copa do mundo, turistas de todos os países visitarão o Brasil. Inclusive daqueles em que a doença ainda é registrada.

“Todas as crianças precisam tomas a vacina. Vem turistas de todo lugar do mundo e eles podem trazer a doença”. Aline faz questão de ressaltar que a iniciativa do Rotary é muito bem-vinda.

 

Agência Brasil/Arquivo/ND
Péssima notícia. Número de crianças vacinadas caiu de 34.902 (98,1%) para 30.479 (93,4%) entre 2012 e 2013

 

 


Vacinação até os cinco anos

Crianças de zero a 5 anos, não completos, devem tomar a vacina contra a poliomielite. Há dois tipos de vacina, a VOP (via oral), produzida com o vírus em estado atenuado, e a VIP (INJETÁVEL), com o vírus inativado.

Desde meado de 2012, o Ministério da Saúde utiliza nas campanhas de vacinação a VIP para as 1ª e 2ª doses, e a VOP para as 3ª e 4ª doses.

Praticamente não há reação contra a VOP, porém, em alguns casos a criança pode ter diarreia. Deve-se ainda prevenir a regurgitação até 30 minutos após a aplicação da vacina, portanto, deve-se evitar dar de mamar para não haver a possibilidade de vômitos.



Sobre a poliomielite


*A poliomielite é uma doença contagiosa aguda causada pelo poliovírus (sorotipos 1, 2 e 3). Ela pode ser transmitida através do contato direto com as fezes ou secreções expelidas pela boca de pessoas infectadas;

* Tanto crianças quanto adultos podem ser infectados pelo vírus;

* O vírus se multiplicar na garganta ou intestinos e alcança a corrente sanguínea, podendo atingir também o cérebro;

* Quando a infecção ataca o sistema nervoso destrói os neurônios motores e provoca paralisia flácida em um dos membros inferiores;

* A poliomielite pode ser mortal se forem infectadas células nervosas que controlam os músculos respiratórios e da deglutição.

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