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Quinta-Feira, 20 de Setembro de 2018
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Restaurantes do Sul de Santa Catarina promovem festival gastronômico

Além da gastronomia, os turistas podem aproveitar para avistar as baleias-francas

Redação ND
Florianópolis

Considerada uma das baías mais belas do mundo, a praia do Rosa, em Imbituba, no Sul de Santa Catarina, é um dos roteiros preferidos dos turistas que visitam Santa Catarina durante o verão. Mas a beleza do Oceano Atlântico e a exuberância da Serra do Mar também atraem visitantes durante o inverno, principalmente para o avistamento das baleias-francas. Outro motivo é a alta gastronomia, que recebe destaque em agosto durante o Agosto del Vino. Este ano, entre os dias 5 e 14, o festival enogastronômico terá atrações internacionais. A terceira edição reúne 11 restaurantes, além de mobilizar todo o setor de hotelaria. 

Divulgação/ND
A praia do Rosa, em Imbituba, é um dos principais pontos para observação das baleias

 

Nos últimos anos, uma média de 113 baleias têm sido registradas pelo PBF (Projeto Baleia Franca), entre Santa Catarina e Norte do Rio Grande do Sul. A maioria são fêmeas grávidas que se aproximam da costa, principalmente entre Rincão, extremo Sul do Estado, e o Sul da Ilha de Santa Catarina, região de abrangência da APA (Área de Proteção Ambiental) da Baleia Franca, à procura de águas quentes e enseadas protegidas para o nascimento dos filhotes. As fêmeas têm um filhote a cada três anos, sendo que o tempo de gestação é de 12 meses.

Com privilegiada geografia, a praia do Rosa é um dos principais pontos para a observação das baleias-francas. Aproveitando a chegada dos primeiros grupos de mamíferos, os participantes do Agosto del Vino (restaurantes e pousadas) vão orientar os visitantes quanto aos melhores pontos para avistamento.

Integrada à Rota da Baleia Franca, a praia do Rosa também tem recebido suporte do Projeto de Fortalecimento do Turismo de Observação de Baleias no Litoral Catarinense, idealizado pelo Sebrae/SC. A iniciativa busca o fortalecimento e a profissionalização de pequenos negócios voltados ao turismo na região, fomentando a economia durante a chamada baixa temporada. Informações sobre convites e a programação completa do evento estão disponíveis no site.

 

Pesquisadores da UFSC avistam jubarte

Pesquisadores do projeto MAAre/UFSC (Monitoramento da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo e Entorno) avistaram em saídas de campo duas baleias e dois grupos de golfinhos. O objetivo da expedição era coletar dados físicos da água, como temperatura, salinidade, fluorescência e visibilidade ao longo de 23 estações de coleta na ReBioMar (Reserva Biológica Marinha) do Arvoredo e seu entorno.

Foram avistados dois grupos de botos-da-tainha ou nariz-de-garrafa, como são popularmente conhecidos os espécimes de Tursiops truncatus. Os grupos, compostos por aproximadamente 20 indivíduos cada, foram avistados no perímetro da ReBioMar do Arvoredo e entorno, entre asilhas Galé e do Macuco. No mesmo dia foi avistada uma baleia jubarte (Megaptera novaeangliae), entre asilhas Deserta e Arvoredo.

No dia seguinte foi avistada outra baleia jubarte entre a ReBioMar do Arvoredo e a porção sul da baía do rio Tijucas. “A equipe, a princípio, ficou em dúvida em relação à espécie, pois avistamentos de jubarte não são muito frequentes nesta região. Baleia-franca e minke são mais comuns na área monitorada pelo projeto”, diz Alejandro Donnangelo, pesquisador responsável pelo embarque.

O professor Paulo César de Azevedo Simões Lopes, do departamento de Ecologia e Zoologia, confirmou que os animais avistados eram da espécie jubarte. “São de pequeno porte, entre oito e dez metros de comprimento, provavelmente perdidas de seu grupo. Esses animais se afastam da costa em Cabo Frio (RJ) e vão para alto mar até a Antártica à procura de alimento”, explicou. Em 32 anos de monitoramento no litoral catarinense, até o ano de 2013 apenas duas jubartes tinham sido avistadas.“Em 2014 houve o terceiro caso. Mas, em 2015, excepcionalmente, foram avistadas 16 jubartes próximas à costa de Santa Catarina. Não sabemos ainda o que está acontecendo, mas os avistamentos desta expedição com certeza estão relacionados com o que ocorreu ano passado”, alertou.

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