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Terça-Feira, 18 de Setembro de 2018
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Governador Raimundo Colombo nega veto a alianças partidárias

Luiz Henrique da Silveira (PMDB) rejeita PP e governador Raimundo Colombo (PSD) garante que não há vetos na aliança

Keli Magri
Florianópolis

A composição da aliança em torno do projeto para reeleição do governador Raimundo Colombo (PSD) continua conturbada. O impasse está no ingresso do PP na coligação, respaldado com uma candidatura ao Senado. A proposta não é aceita pelos peemedebistas, maiores aliados de Colombo, que ameaçam romper com o governo. Por outro lado, os pessedistas são simpáticos à articulação.

Eduardo Valente/ND
Governador está no centro das discussões eleitorais

O assunto pautou reunião ontem entre Colombo, o senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB), o vice-governador Eduardo Pinho Moreira (PMDB) e o ex-senador Jorge Konder Bornhausen (PSB), cujo partido também disputa a condição de indicar o senador.

As posições após o encontro se mantiveram inflexíveis. Pelo PMDB, Luiz Henrique reforçou que não há condições de o partido apoiar o PP na chapa. “Não sou eu ou o Eduardo Moreira, mas o conjunto dos prefeitos da base do partido. Falar em coligação com o PP na nossa chapa majoritária hoje é uma utopia”, avaliou o senador.

Derrotado na pré-convenção, que preteriu a tese de candidatura própria, o deputado federal Mauro Mariani (PMDB) manifestou a mesma opinião. “A coligação do PSD com o PP ficou clara na pré-convenção, porém eles [Eduardo Moreira e Luiz Henrique] disseram que não haveria qualquer hipótese de o PMDB estar com o PP. Se mudarem de ideia, o resultado da pré-convenção não valeu nada, teremos que rediscutir”, avaliou.

O deputado João Pizzolatti (PP), um dos representantes da ala que defende a coligação com Colombo entende que as novas lideranças “não vão herdar ranços do passado”, e foi além. “Em dezembro de 2013, o governador nos fez um convite para fazermos parte da majoritária, com o candidato ao Senado. Conversei com o governador depois da pré-convenção do PMDB e ele reiterou o desejo”, assegurou Pizzolatti.

Agenda com ações de política e gestão

O governador Raimundo Colombo (PSD) negou qualquer imposição do PMDB na aliança. “Nenhum de nós fez qualquer veto. É claro que existem dificuldades, que são conhecidas e precisam ser superadas. Agora é a vez do diálogo, que começa com uma agenda programática para construir um pacto político e administrativo em defesa do futuro de Santa Catarina”, apresentou o governador.

No encontro com as lideranças políticas, Colombo fez uma análise dos atuais cenários e apresentou os desafios que o Estado terá pela frente. Afirmou também que apresentará os dados para os partidos da base aliada, a começar pelo PMDB, a partir do dia 19. “O PMDB será o primeiro, para agradecer pelo resultado da pré-convenção que aprovou a continuidade da aliança”, explicou.

Já o deputado estadual Gelson Merisio (PSD), presidente estadual do partido, confirma a intenção de o PP compor a aliança em torno de Colombo. “Está e estará conosco, mas agora isso é um assunto do governador”, ponderou.

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