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Quarta-Feira, 14 de Novembro de 2018
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Quatro mulheres eram mantidas em cárcere privado em boate de Laguna

As mulheres de 21, 26, 29 e 32 anos foram libertadas na quarta-feira

Redação ND
Florianópolis

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Laguna, libertou, nesta quarta-feira (10), quatro mulheres - de 21, 26, 29 e 32 anos - que estavam em cárcere privado em uma boate localizada no bairro Cabeçuda, em Laguna. O gerente do estabelecimento, um homem de 40 anos, foi preso em flagrante por manter casa de prostituição e cárcere privado. 

Divulgação/Polícia Civil/ND
As quatro mulheres foram encontradas presas na boate

 

Durante a Operação Quarta-Feira de Cinzas, coordenada pelo Delegado da Delegacia de Laguna, Flávio Gorla, foi verificado que as  mulheres estavam trancadas dentro da boate e não tinham como sair, visto que a chave ficava com o gerente do local. “Elas negavam que estavam presas ali, e também que faziam programas, mas todos os indícios sinalizavam para a existência de exploração sexual no local", destacou Gorla.

Após a investigação, além dos depoimentos e vistoria do local (franqueada pelo gerente), os policiais civis constataram que o lugar, que tinha alvará para lanchonete, funcionava uma boate de terças a domingos, das 20h até a hora que tivesse clientes. No imóvel havia a boate na parte da frente e, nos fundos, foi erguido um sobrado, onde em cima existiam os dormitórios das mulheres e embaixo foram construídas três suítes padronizadas, interligadas por um corredor que dava em um banheiro. Inclusive, na suíte, foi encontrado preservativo masculino e lubrificante. “Além desses indícios, as denúncias informavam que a boate funcionava há mais de um ano. Desta forma o gerente foi preso pelos delitos de manter casa de prostituição e cárcere privado”, acrescentou o delegado. 

Durante os depoimentos, as garotas confirmaram que acompanhavam os homens no local, estimulando-os a beber, e que ganhavam um percentual no consumo deles. Apesar de negarem que se prostituíam, elas relataram que se houvesse afinidade com os clientes, eles iam para o quarto (onde pagavam uma taxa de uso ao gerente) e recebiam dinheiro deles. Após os depoimentos, declararam que queriam voltar para suas cidades.

As mulheres estavam no local desde o fim de janeiro. Duas delas são de Minas Gerais. Elas teriam recebido o convite do gerente (que também vivia em Minas) de fazer um passeio em Laguna e ficar um tempo na cidade. As outras duas eram do Paraná e Rio Grande do Sul.

O delegado responsável pelo caso explicou que a boate ficou em evidência quando foi alvo de assaltante no início do ano e de estelionatários, no ano passado, entretanto somente agora conseguiu realizar o flagrante do gerente do estabelecimento.

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