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Projeto deve inserir educação no trânsito no currículo de escolas da Grande Florianópolis

Iniciativa do Dnit-SC tem o objetivo abordar o tema em meio às disciplinas de escolas públicas próximas a rodovias federais

Michael Gonçalves
Florianópolis
13/08/2018 às 22H01

No cumprimento de uma determinação do CTB (Código de Trânsito Brasileiro), o Dnit-SC (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e a UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) lançaram nesta segunda-feira (13), em Florianópolis, o projeto escola “Percepção de risco no trânsito”. O objetivo é inserir de forma transversal nas disciplinas escolares do ensino fundamental, do 1º ano ao 9º ano, o conceito de educação para o trânsito em estabelecimentos de ensino público a um raio de dois quilômetros de rodovias federais. Seis escolas estaduais e duas municipais, em Santo Amaro da Imperatriz, Palhoça e Florianópolis, serão as contempladas neste primeiro momento.

Flavio De Mori (2º da esq. para a dir.) diz que a ideia é despertar a percepção do risco na comunidade escolar - Daniel Queiroz/ND
Flavio De Mori (2º da esq. para a dir.) diz que a ideia é despertar a percepção do risco na comunidade escolar - Daniel Queiroz/ND


A intenção é a redução no número de acidentes de trânsito que, em 2017, mataram 6.244 pessoas nas rodovias federais em todo o país. “Teremos um portal com todo o material específico sobre o trânsito que poderá ser utilizado de forma transversal nas disciplinas básicas, como matemática e português. O portal também será aberto a toda e qualquer escola, das redes pública ou privada, mesmo que estejam distante das rodovias federais. Queremos inverter o processo de educação no trânsito, onde a criança identifique os delitos dos próprios familiares”, explica a chefe dos serviços de operação do Dnit-SC, Juliana Dias Wutke.

Os professores das oito escolas da Grande Florianópolis participaram de uma capacitação com os profissionais do LabTrans/UFSC (Laboratório de Transportes e Logística), que desenvolveram o projeto. O coordenador do laboratório, Flavio De Mori, informou que os professores receberão os materiais com objetivo de inserir trânsito no dia a dia das disciplinas.

Segundo De Mori, a grande parte de acidentes acontece por imprudência do motorista, do pedestre ou do ciclista. “O cotidiano faz com que as pessoas não percebam o risco que é uma rodovia federal. A ideia é conseguir despertar a percepção do risco, a consciência e que tenham atitudes seguras para atravessar ou utilizar a rodovia. E não estamos falando apenas das crianças, mas de toda a comunidade escolar. Porque o objetivo é que as crianças possam influenciar a todos, por meio da consciência crítica”, diz.

Primeiras escolas beneficiadas

  • EEB América Dutra Machado - Florianópolis
  • EEB Edith Gama Ramos - Florianópolis
  • EEB Presidente Roosevelt - Florianópolis
  • EEB Dayse Werner Salles - Florianópolis
  • EBM Almirante Carvalhal - Florianópolis
  • EEF Dom Jaime de Barros Câmara - Palhoça
  • EEB Prof. Silveira de Matos - Santo Amaro da Imperatriz
  • EBM Judite Adelina Schurhaus - Santo Amaro da Imperatriz

Fonte: Dnit/SC

Dois alunos atropelados na Via Expressa

A Escola de Educação Básica América Dutra Machado, no bairro Monte Cristo, em Florianópolis, fica a menos de um quilômetro da BR-282 (Via Expressa), por onde passam cerca de 130 mil veículos por dia. Algumas dessas crianças vivem às margens da rodovia ou precisam atravessá-la para chegar ao colégio. A professora Cristiane Duarte Souza, que trabalha com as crianças do 5º ano, apoia a iniciativa do Dnit e da UFSC.

Nos últimos anos, dois alunos foram atropelados na Via Expressa. “A grande parte das crianças do bairro Monte Cristo mora ao lado da rodovia, que é a extensão da área de lazer da comunidade. Despertar a consciência para o risco das rodovias é essencial, porque já tivemos dois alunos atropelados que estavam correndo atrás de pipas. Todo o investimento que defende a manutenção da vida deve ser valorizado”, conta Cristiane.

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