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Profissionais que atuam em Joinville falam sobre os planos traçados quando eram pequenos

ND conta as histórias do bombeiro que sonhava em ser jogador e da professora e do médico que seguiram a vocação

Juliane Guerreiro
Joinville
12/10/2016 às 10H31

Não tem jeito. Em algum momento da infância algum adulto vai interromper a brincadeira para perguntar: o que você quer ser quando crescer? Ainda sem entender direito a variedade de caminhos, as crianças costumam ter na ponta da língua a preferência por um destino profissional.

No Reino Unido, pesquisa realizada por uma empresa de recrutamento listou as dez profissões dos sonhos das crianças. Ser professora é o desejo da maioria das meninas, enquanto os garotos querem ser jogadores de futebol. Mas, será que essa preferência costuma se confirmar quando elas crescem?

Neste Dia das Crianças, conversamos com três profissionais de Joinville que figuram na lista das carreiras mais desejadas pelas crianças para saber se esses também eram os sonhos deles.

 Mudança de time

O sonho das maiorias dos meninos entrevistados pela pesquisa é o mesmo que Anderson Motta tinha quando criança: se tornar jogador de futebol. Nascido em Abdon Batista, cidade do interior catarinense, ele sonhava em ter a profissão que leva a torcida à loucura, dos campos de barro às grandes arenas.

O que Anderson não imaginava quando criança é que seus planos mudariam de cabeça pra baixo. Ainda sonhando com os campos, ele veio a Joinville em busca de trabalho e, com o novo emprego, acabou desistindo de ser jogador. Isso, porém, não é motivo de tristeza. Aos 25 anos, Anderson entrou para outro time: está escalado no Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville, onde atua desde 2013. “Ainda sou um gurizinho aqui”, conta.

Ser jogador de futebol era o sonho de infância de Anderson Motta - Divulgação/ND
Ser jogador de futebol era o sonho de infância de Anderson Motta - Divulgação/ND


A profissão, sexta preferência dos meninos entrevistados, nunca foi o sonho do bombeiro, mas o deixa feliz tanto quanto fazer rolar a bola. “Se uma criança dissesse pra mim que quer ser bombeiro eu daria o maior incentivo. A gente vive num mundo conturbado, em que esquece o princípio de ajudar aos outros”, ressalta. Mesmo não seguindo a profissão que sonhou, está realizado. “Gostar do que você está fazendo te faz bem”.

A preferência das meninas

A maioria das meninas pretende atuar em sala de aula, segundo a pesquisa. Se vissem a alegria de Marilei Chableski, professora do CEI (Centro de Educação Infantil) Adhemar Garcia, é provável que ficassem ainda mais entusiasmadas.

Marilei nasceu na cidade paranaense de São Mateus do Sul. As brincadeiras eram no barro. “Subíamos na árvore, escorregávamos na chuva, era muito gostoso. A gente cresceu tendo contato com a natureza, fazendo bolo de barro, brincando com espigas de milho, eu dou muito valor a isso”, conta.

Naquela época, ela sonhava em ser médica ou professora, e enfrentava cerca de 8 km para chegar à escola onde fez o ensino médio. “A medida em que fui crescendo, percebi o quanto era legal. Tive professores muito marcantes que me influenciaram a seguir esse caminho”, relembra. Hoje, é uma das vencedoras do Prêmio Educador Nota Dez, que consagra boas iniciativas na educação. Ela criou o projeto “Pé com café”, em que descobriu as características dos alunos do berçário 1, a fim de aproximar a rotina que eles têm em casa à escola. Ela conta que se, enquanto criança, pudesse ver o que se tornou hoje, estaria contente. “É um sonho realizado, eu estaria muito feliz”.

Médico desde a infância

O médico Salomão Nassif Sfeir Filho desde pequeno era presença constante nos corredores de um hospital de São Paulo, cidade onde nasceu. Aos sete anos, ficou internado por dois meses, tempo suficiente para ganhar a confiança dos “doutores” do lugar. “Havia um médico que sempre me chamava para ir com ele para passar visitas e eu fui aprendendo coisas, como ver a pressão e medir a febre”, relembra. Para a escolha, pesou a influência do pai, também médico. “A minha vida inteira pensei em ser médico”, destaca.

O conselho que ele daria às crianças desta geração é para seguir a intuição. “O mundo está muito globalizado, há muitas profissões novas”, ressalta. Prova disso, é a pesquisa, que mostra sonhos diferentes dos tradicionais, como a carreira de piloto de rally e jogador de rugby, preferência entre os meninos, e designer e ginasta, opção das meninas.

Confira as profissões dos sonhos das crianças, segundo a pesquisa que propôs que 100 meninos e meninas desenhassem o que querem ser quando adultos:

Meninas                              Meninos            

Professora                       Jogador de futebol

Veterinária                      Policial

Cientista                           Cientista

Designer                            Designer

Dançarina                        Explorador

Enfermeira                      Bombeiro

Cabeleireira                    Paleontólogo

Ginasta                              Piloto

Padeira                              Piloto de rally

Artista                                Jogador de rúgbi

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