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Sábado, 22 de Setembro de 2018
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Primeiras etiquetas eletrônicas chegam a mercado de Joinville

Usadas nas gôndolas para substituir preços de papel, elas foram instaladas pelo Supermercado Arco-íris, do Boa Vista

Redação ND
Joinville

As etiquetas de preços do Supermercado Arco-íris, no bairro Boa Vista, estão chamando a atenção dos clientes. Ao invés de impressos em etiquetas de papel, os preços estão em pequenos visores eletrônicos. A novidade foi implantada há menos de um mês e está em 60% do supermercado.

O Arco-íris é o primeiro mercado de Joinville a adotar as etiquetas eletrônicas de prateleiras (ESL - Eletronic Shelf Label).  A tecnologia foi desenvolvida por uma empresa sueca, mas as etiquetas padrão são montadas no Brasil. Esse novo modelo de precificação ainda é novo no Brasil e começou a ser difundida em Santa Catarina no ano passado.

 

Rogério Souza JR./ND
Larissa (E), Maria Salete e Robson mostram a novidade tecnológica

 

 

A tecnologia está em operação em grandes redes varejistas em mais de 30 países. Pesquisadores americanos, da Universidade de Cincitinatti, consideram as etiquetas eletrônicas um dos principais avanços no campo da leitura eletrônica.

A empresa PDV Automação, que fez a implantação do sistema no Arco-íris, já vendeu as etiquetas para mercados em Blumenau e Itapema. O diretor administrativo-comercial da PDV, Ademir Vegini, explica que as etiquetas têm um sensor que emite um sinal wireless para um software que abastece as informações sobre os produtos.

 “Não é um sinal de wireless comum, mas um tipo que consegue chegar a todas as etiquetas das gôndolas, mesmo as que estão mais próximas do chão”, disse Vegini.

O software das etiquetas eletrônicas permite o controle centralizado das mercadorias. Qualquer mudança de preço ou informações sobre o produto é automatizada e de forma instantânea. Ela evita a divergência de preço, pois o sistema é automático.

“A grande vantagem do sistema é que traz todas as informações sobre o produto. O gerente pode verificar na gôndola quantos produtos tem ali, quantos tem no estoque, a curva de vendas. Esta tudo a mão”, comentou Vegini.

 

Empresária se inspira em modelo europeu

A empresária Maria Salete dos Reis, proprietária do Supermercado Arco-íris conheceu as etiquetas eletrônicas durante uma viagem à Grécia. “Quando eu vi lá pensei: eu quero ter isso no meu mercado”, contou.

Semanas depois, durante a Exposuper 2012 - Feira de Produtos, Serviços e Equipamentos para Supermercados, realizada em Joinville, ela fez contato com a empresa PDV Automação, que vende a tecnologia em Santa Catarina.

Durante o ano, a ideia foi amadurecendo e, em janeiro desse ano, a empresária deu inicio ao processo de implantação das etiquetas. A equipe que trabalha no estoque passou por treinamento para aprender a usar o software, que foi associado ao programa já utilizado pelo supermercado.

“Foi um processo bem tranquilo”, afirmou a administradora do supermercado, Larissa dos Reis. Ela explica que quando o preço é trocado no estoque vai automaticamente para a etiqueta da gôndola.

O supermercado investiu R$ 85 mil no sistema. Foram compradas 4.000 etiquetas eletrônicas. Mas nem todos os produtos estão precificados eletronicamente, pois faltaram etiquetas. “Acreditamos que em, no máximo, um mês terminamos a implantação”, disse a administradora. Eles estudam, no futuro, também colocar as etiquetas na unidade do bairro Guanabara.

 

Garantia de preço correto

Maria Salete comenta que a decisão de adotar o sistema foi visando a comodidade do cliente. “O sistema não vai trazer nenhum lucro para empresa, mas uma comodidade e segurança ao cliente”, afirmou. Com o sistema, erros na marcação de preço serão mais raros.

Antes das etiquetas eletrônicas um funcionário fazia a remarcação manual e neste processo poderiam ocorrer divergências. O novo sistema também resolve o problema de escassez de mão-de-obra. “Hoje está difícil conseguir funcionários”, reclamou Maria Salete.

As etiquetas eletrônicas também trazem informações curiosas. “Além de ela mostrar se o preço está em oferta e se o valor é por quilo ou unidade, também converte o preço em litros”, contou o gerente do supermercado, Robson de França Leal.

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