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Terça-Feira, 25 de Setembro de 2018
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Vereador Dorval Pretti pede desfiliação do PPS em Joinville

Em ação judicial, parlamentar alega que está sofrendo perseguição interna no partido. Testemunhas no caso prestaram depoimento ontem à tarde, no Fórum de Joinville

Daiana Constantino
Joinville

Filiado ao PPS, o vereador Dorval Pretti buscou a Justiça para ter o direito de deixar a sigla sem correr o risco de perder o mandato na Câmara de Joinville. Na ação, o parlamentar alega que está sofrendo perseguição interna no partido. Testemunhas no caso prestaram depoimento no Fórum, ontem à tarde.
Advogado de Pretti, Guilherme Cauduro explica que ação tenta provar para o TRE-SC (Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina) que o trabalho do vereador passou a ser prejudicado depois que o partido “tomou viés mais oposicionista” nas votações na Câmara. Os outros dos vereadores do PPS, Maycon Cesar e Levi Rioschi, são de oposição ao prefeito Udo Döhler (PMDB). 

 

Divulgação
“Fui destituído de líder da bancada sem consulta da executiva.”
Dorval Pretti, vereador 


Também estão entre as queixas de Pretti a escolha da liderança da bancada do PPS na Câmara e a filiação de Cesar na sigla. Segundo Pretti, esses encaminhamentos contrariam orientações da executiva municipal do partido. “Estou pedindo a desfiliação, principalmente, por causa dos desmandos da presidência do partido, que não está cumprindo as decisões da executiva feitas em reuniões”, declarou Pretti, referindo-se a Rioschi, presidente municipal do PPS.  


Segundo Pretti, seu nome havia sido escolhido pela executiva do partido para ser o líder da bancada na Câmara – que hoje tem Cesar no comando. “Fui destituído de líder da bancada sem consulta da executiva”, reclamou. “A executiva também havia decidido como inoportuna a filiação de Maycon Cesar em 2013”, lembrou. 


Para Rioschi, essas alegações não fazem sentido porque Pretti ocupa posições importantes dentro do partido. “Pretti participa de duas comissões na Câmara. Ele tem prestígio dentro do partido”, acrescentou.


Sobre a escolha do líder da bancada, Rioschi comentou: “O Regimento Interno prevê que a escolha do líder de bancada é feita entre os vereadores. Acontece que formamos um bloco parlamentar com o PPS e o SD. Então ficou decidido pelo Maycon Cesar na liderança.” 


Quanto à filiação de Cesar no partido, Rioschi disse que “nenhum partido rejeita a filiação de vereador”. Para Rioschi, Pretti está sendo pressionado. “Pretti sofre assédio por parte do PMDB [partido do governo] para deixar o PPS e com isso incita a saída dele do partido.”


Apesar da tomada de depoimentos ontem, não há previsão para o julgamento da ação no TRE-SC. O processo começou a ser movido no começo do ano. 

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