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Sábado, 17 de Novembro de 2018
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Abastecimento de água e fundação hospitalar passarão por mudanças em Barra Velha

Claudemir deseja romper com a Enops e contratar outra empresa em caráter de emergência, até que seja deliberada uma nova licitação

Rogemar Santos
Joinville

PMBV/Divulgação/ND
Enops faz serviços de manutenção na Lagoa, em Barra Velha

O prefeito de Barra Velha, Claudemir Mathias (PSB), terá uma reunião na sexta-feira (22) com a direção da empresa Enops, responsável pelo abastecimento de água no município. Claudemir antecipou que vai romper o contrato emergencial de dois anos com a empresa por não concordar com os preços cobrados, principalmente relacionados aos serviços de manutenção. De acordo com Claudemir, por mês a Prefeitura paga R$ 230 mil, mas por outros serviços o valor chegava a R$ 775 mil. “Não podemos mais aceitar isto. Tem algo que merece ser analisado com cuidado na área financeira. Já avisei a empresa que não teremos dinheiro para pagar as manutenções neste mês”, afirmou Claudemir – prefeito desde o dia 7 de julho, depois do afastamento do titular Samir Mattar, por determinação da Justiça Federal.

Claudemir deseja romper com a Enops e contratar outra empresa em caráter de emergência, até uma nova licitação. “Para administrar é preciso empresas fixas e não provisórias”, observou.
Atualmente, existem mais de 30 locais com abastecimento comprometido na cidade.

Fundação Hospitalar será desativada


Claudemir Matias (PSB) disse que vai desativar a Fundação Municipal Hospitalar. Ele ressaltou que pretende corrigir uma irregularidade de mais de dez anos. A instituição foi criada por meio de decreto. “Legalmente, isto não pode ocorrer. Deveria ter havido permissão da Câmara.

Claudemir lembrou também que a Fundação Hospitalar é alvo de investigações das justiças estadual e federal. “Houve absurdos no pagamento de horas extras. Teve médico que trabalhou 30 horas por dia. É o supermédico”, ironizou.

O médico teria trabalhado 491 horas em janeiro deste ano e em fevereiro 440 horas. “O pior vem em março. Teve médico que teria trabalhado 545 horas”, continuou o prefeito. Somente nos primeiros meses do ano, o médico teria recebido mais de R$ 160 mil pelos serviços prestados.


Auditoria do Tribunal de Contas

Claudemir voltou a insistir na necessidade de extinguir a fundação para assumir o controle, sem atrapalhar as investigações”, garantiu.

O TCE (Tribunal de Contas do Estado) já está realizando uma auditoria na Fundação Hospitalar de Barra Velha referente ao processo que pode penalizar os envolvidos por corrupção passiva e peculato.

O ex-diretor da Fundação Hospitalar de Barra Velha Alzerino José de Souza – exonerado em 8 de julho pelo prefeito Claudemir Matias – não foi encontrado para esclarecer o assunto.

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