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Sexta-Feira, 16 de Novembro de 2018
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Polícia Civil toma mais depoimentos sobre a morte de jovem, em Joinville

O namorado da vítima, de 19 anos, e a prima, de 16, participaram das oitivas

Redação ND
Joinville
Rogério Souza Jr./ND
Rogério Souza Jr./ND
Jovens prestaram depoimento na manhã desta quarta, na Delegacia do Aventureiro


As circunstâncias da morte de Bruna Cristina de Souza, 17 anos, após ter ingerido dois comprimidos de ecstasy e bebida alcoólica em uma casa noturna da rua Dona Francisca, no Distrito Industrial de Joinville, na madrugada do domingo passado (14), são investigadas pela delegacia do bairro Aventureiro. Na quarta-feira (17), o namorado da vítima, de 19 anos, e a prima, de 16, prestaram depoimento ao delegado Adriano Boni. Um dia antes já haviam sido ouvidos um colega do grupo, de 22 anos, e os pais de Bruna. Novas informações devem ser apuradas pela Polícia Civil.

Na quarta, a prima de Bruna negou ter ouvido a adolescente pedir para comprar ecstasy. “Não ouvi ela pedindo para comprar o ecstasy”, disse. O colega que estava com elas disse ter pego R$ 56 da vítima e acrescentado mais R$ 30 para comprar sete comprimidos. “Minha filha tinha apenas R$ 50. Ele disse que inteirou com 30 e voltou com sete comprimidos, mas cada um custa R$ 30, daria só três. Aí ele falou que o cara se enganou e deu a mais”, contesta Maria Fabrícia Alves da Souza, 36, mãe de Bruna.

Outro fato conflitante na história contada pelo rapaz é o destino dado a uma das pílulas. Bruna e a prima tomaram um comprimido cada, porém ele disse primeiro ter vendido o ecstasy que iria ingerir por R$ 20. Depois mudou a versão afirmando que o perdeu ao colocar no bolso. Os outros quatro comprimidos ficaram com o namorado da garota. Este contou em depoimento que tentou revender o entorpecente para recuperar o dinheiro.

A prima de Bruna também relatou que começou a passar mal e foi levada pelo namorado da vítima para área externa do clube. “Ela ficou sozinha com ele (colega do grupo) lá dentro, quando voltamos tava passando mal. Ela passou mal depois de beber um gole da bebida”, disse a prima.

Segundo o delegado Adriano Boni a investigação está avançada. “Já ouvirmos as três pessoas que estavam com a vítima e os pais. Ainda devem prestar depoimento os responsáveis pela casa. Esta parte de depoimento está bem avançada, agora resta aguardar os laudos cadavéricos, sobretudo os exames toxicológicos, que devem comprovar o que já se sabe”, disse Boni.

“Já sabemos que Bruna consumiu droga por conta própria. No inquérito já está comprovado até que ela teria pedido para o amigo comprar o entorpecente para ela. Agora vamos investigar para apurar as responsabilidades e tentar chegar na pessoa que fez a venda na casa noturna”, explicou Boni.

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