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Terça-Feira, 23 de Outubro de 2018
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Plano de manejo de parque em São Francisco do Sul é publicado no Diário Oficial da União

O Parque Estadual do Acaraí tem uma área apro­ximada de 6.667 hectares e está localizado na planície litorânea da ilha

Redação ND
Joinville
Anderson Gomes/Divulgação/ND
Na alta temporada, o Parque Estadual do Acaraí tem a integridade da sua área ameaçada principalmente por turistas que se aventuram nas dunas da Praia Grande

 

O plano de manejo do Parque Estadual do Acaraí em São Fran­cisco do Sul foi publicado no DOU (Diário Oficial da União), no últi­mo dia 13. A publicação do docu­mento, que estabelece normas e restrições para uso da unidade, também permitirá a instalação de estruturas físicas na sua extensão. “A implantação do parque já vem acontecendo dia a dia, mas agora o Conselho Consultivo conta com mais uma ferramenta para orientar este processo”, diz Carlos Eduardo Soares, gerente das unidades de conservação da Fatma (Fundação do Meio Ambiente do Estado). O parque tem uma área apro­ximada de 6.667 hectares e está localizado na planície litorânea da ilha de São Francisco, somado o arquipélago Tamborete.

“É como um plano diretor, com diretrizes específicas para implan­tação do parque. Ele foi feito em cima de tudo aquilo que foi discu­tido com a comunidade”. Apesar da publicação do plano de manejo no DOU, Soares ressalta que a im­plantação da estrutura do parque não acontecerá do dia para noite. Ele afirma que é preciso captar recursos, através de parcerias. “A implantação de estruturas depen­de dos recursos, de parcerias. Não dá para implantar tudo amanhã.”

Já existe verba destinada para construção da sede administrativa do parque e do seu centro de visi­tantes. O dinheiro é proveniente dos R$ 10.111.859,16 pagos pela siderurgia ArcelorMittal Vega ao governo do Estado, quando rece­beu licença para montar sede na cidade. A verba, parte da medida de compensação ambiental, ainda deverá ser usada para indenizar donos de terrenos ao longo do Par­que do Acaraí.

Mas segundo a vice-presidente do Conselho Consultivo, Ana Paula Cortez, falta determinação política para implantação da sede adminis­trativa e do centro de visitantes, a princípio, após o último loteamen­to da Praia Grande. “Na sentença (de compensação ambiental) o juiz defere claramente o que precisa ser feito com o dinheiro. Ele deve ser usado para pagar as indenizações e para construção da sede adminis­trativa e do centro de visitantes”.

Ela recorda que, em março deste ano, o projeto para cons­trução da sede administrativa. chegou a ser apresentado “Nós do conselho não temos onde nos reunir, falta local. Com a sede administrativa poderíamos nos reunir com mais frequência e dis­cutirmos ações para o parque”, defende Ana Paula.

 Visitantes

 O gerente das unidades de conservação da Fatma (Fundação do Meio Ambiente do Estado), Carlos Eduardo Soares, adianta que no verão o plano de manejo publicado no DOU deverá ser apresentado aos turistas que passam a temporada nos balneários de São Francisco do Sul.

“Várias coisas já podem ser feitas no parque, mas em algumas partes, como é área de preservação ambiental, existe regras. Nossa ideia é firmar uma parceria com os visitantes, e não afastar as pessoas”, explica Soares.

Na alta temporada, o Parque Estadual do Acaraí tem a integridade da sua área ameaçada principalmente por turistas que se aventuram nas dunas da Praia Grande com motos de trilha e jipes. Falta fiscalização permanente na área, porém a Fatma diz que não possui corpo técnico para realilzar o trabalho. Já a Polícia Ambiental garante que patrulha a região sempre que possível, intensificando as rondas durante o verão.

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