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Domingo, 18 de Novembro de 2018
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Pelo menos 15 pontos de alagamentos foram registrados pela Defesa Civil em Joinville

Volume de chuva é considerado recorde para o mês de agosto, em comparação com os últimos três anos.

João Batista (JB)
Joinville
Marucia Todorov/ND
Pela manhã diversos pedestres tiveram que passar por ruas alagadas em vários bairros da cidade

A chuva que se tornou constante desde a noite de segunda-feira (29) movimentou a Defesa Civil de Joinville durante toda a terça-feira. O órgão registrou sete deslizamentos de terra nos bairros Iririú, Zona Industrial, Vila Nova, Itaum, Floresta e Costa e Silva. Foram interditadas três casas, uma por destelhamento e duas por desabamento de muro. No Vila Nova, oito famílias e os internos de um centro de recuperação na Estrada do Salto 1 ficaram isolados devido ao transbordamento do rio Piraí, que encobriu as pontes de acesso.

No Centro, Nova Brasília, Santo Antônio, Itaum, Floresta, América e Anita Garibaldi foram registrados 15 pontos de alagamentos. No Nova Brasília, os loteamentos Santa Mônica e Jativoca foram os mais castigados, com diversas ruas alagadas. De acordo com o monitoramento da Defesa Civil, da meia-noite às 16h da tarde de terça, choveu 80 mm, volume considerado acima do normal. “Fechamos o mês de agosto com um acumulado de 400 mm de chuva, mais que o dobro registrado no mesmo período nos últimos três anos, que tiveram marcas entre 180 e 200 mm”, comentou o coordenador de prevenção da Defesa Civil, Milton Farikoski.

A Defesa Civil também vistoriou o trecho da avenida Santos Dumont, no Aventureiro, onde houve um deslizamento no início do ano. Devido à ameaça de nova queda de barreira havia a possibilidade de interdição, o que poderia deixar o tráfego em meia-pista, mas a medida foi considerada desnecessária.

Duas interdições no Iririú

Duas casas foram interditadas pela Defesa Civil na rua José Gonçalves, no bairro Iririú, devido à queda de um muro numa área de encosta durante a tarde de terça. Na casa na parte de cima do morro, a estrutura ficou comprometida com o acidente e há risco de desabamento o que, se ocorrer, pode atingir a casa na parte de baixo. Por precaução, os moradores da segunda residência também foram orientados a deixar o local.
A copeira Maria Nunes, 52, estava dormindo momentos antes de o muro cair. O quarto dela é bem do lado onde houve a queda. “A vizinha gritou avisando que o muro estava caindo. Me levantei para ver e fiquei apavorada. Estava chovendo na hora”, contou. A mulher estava morando há cerca de um mês na casa, onde antes residia a filha, Patrícia Aparecida Nunes, 26. “Havia trocado de casa com a minha filha. Agora vou ter que voltar para minha antiga casa, onde ela está morando, no Aventureiro”, informou.

Na noite de terça-feira, ela, a filha e familiares fizeram a mudança. Todos os móveis e utensílios foram retirados da casa, que apresenta rachaduras em diversos prontos. “Ainda está estralando tudo”, avisou a Patrícia. Segundo ela, que morou durante sete anos no local, as rachaduras começara a aparecer há um mês, quando o vizinho começou uma obra ao lado. A circulação de máquinas para fazer a terraplenagem do terreno e a retirada de barro da encosta teria mexido com a estrutura do muro. “Não dá para determinar qual a causa exatamente, mas com certeza a obra acelerou o processo que comprometeu a sustentação do muro”, disse Patrícia.

Devido ao risco iminente de desabamento da casa de cima, o ferramenteiro Sílvio Alexandre, 31, que mora com a mãe na outra casa, também deixou o lugar. Eles iriam para casas de parentes. “Com a nossa casa não aconteceu nada, mas a gente vai sair para garantir. A interdição foi por precaução”, comentou o morador. Ele deve ficar fora por pelo menos uma semana, até que haja autorização da Defesa Civil.

Ameaça no morro

Moradores da rua Evaldo Luckow, no Costa e Silva, passaram o dia apreensivos. A dona de casa Esmeralda Arndt, 58 anos, e o operador de produção Nelson Breuhn, 44, moram na rua que fica em um morro.  A quantidade de água que descia barranco abaixo assustava. “A água tá brotando. Não sabemos se é vazamento ou se é da chuva, mas a água sai da terra e escorre. A gente tem medo, porque este morro já caiu uma vez, em 2009”, disse a moradora.

“É difícil ser vazamento porque não há nem moradores nem sistema de água lá”, dizia Nelson. Diante dos diversos atendimentos feitos pela Defesa Civil, os agentes não souberam precisar se o local foi visitado, mas garantiram que todos os chamados serão atendidos. Hoje, novas áreas serão vistoriadas.

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