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Quarta-Feira, 26 de Setembro de 2018
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Para-atletas joinvilenses preparam-se para os Jogos Parapan-americanos, no México

Com a maior delegação, Joinville conquistou o título inédito no 7º Parajasc. Equipe foi representada pelos atletas da Ajidevi

João Batista (JB)
Joinville
Rogerio da Silva/ND
Gostinho de vitória. Indayana posa para a foto mordendo a medalha de ouro

O clima era de festa, mas também de expectativa, na segunda-feira (13), na sede da Ajidevi (Associação Joinvilense de Integração do Deficiente Visual). Os 47 para-atletas da entidade fizeram encontro para comemorar a participação vitoriosa na 7ª edição do Parajasc (Jogos Abertos Paradesportivos de SC), realizada de 2 a 8 de  junho, em São Miguel do Oeste.

Joinville, com a maior delegação representada pelos atletas da Ajidevi, conquistou o título inédito da competição, somando o maior número de pontos nos segmentos DA (deficiência auditiva), DF (deficiência física), DI  (deficiência intelectual) e DV (deficiência visual). As provas envolveram atletismo, bocha, basquete, ciclismo, futsal, goal ball, natação, tênis de mesa e xadrez. O quadro final de medalhas entre os deficientes visuais somou 27 de ouro, sete de prata e sete de bronze, a maioria conquistada no atletismo feminino e masculino. O próximo desafio visa à convocação para os Jogos Parapan-americanos de 2011, que ocorre de 19 a 27 de novembro, em Guadalajara, no México. Como as provas do Parapan servem como classificatória para as Para-olimpíadas de Londres, em 2012, os campeões por aqui estão de olho em maiores conquistas.

Os para-atletas têm seletiva programada para agosto, em São Paulo. A expectativa é boa, uma vez que os  competidores joinvilenses já têm histórico de conquistas. “Estamos num bom nível aqui no Estado. Agora, é focar os treinos para a seletiva do Parapan”, comentou Indayana Martins, 22, que esteve nas Paraolimpíadas de  Pequim, em 2008, e foi medalha de ouro no atletismo (200 m e 800 m) e no salto em distância do Parajasc 2011. Ela corre pela categoria B3, para pessoas com 5% a 20% de comprometimento da visão.

Outra medalhista de ouro, Sirlene Aparecida Guilhermina, 29, promete dedicação total em busca da convocação. “Tudo que eu souber de atletismo vou aplicar”, confessou. Sirlene fará a seletiva de atletismo nas modalidades 100, 200 e 400 metros, pelas quais conquistou três outros na competição catarinense. A para-atleta corre com  um guia na categoria B1, voltada às pessoas com baixa visão (80% de comprometimento).

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