Publicidade
Quinta-Feira, 20 de Setembro de 2018
Descrição do tempo
  • 23º C
  • 18º C

Palmito em conserva e animais abatidos são apreendidos pela Polícia Ambiental em Garuva

Tatus, quatis e macucos estavam congelados em dois freezers dentro da casa do suspeito de cometer crime ambiental

Thaís Moreira de Mira
Joinville
Fabrício Porto/ND
Foram apreendidas espingardas, armadilhas para caça e diversas munições.

 

Flagrante de crime ambiental. Cem vidros de palmito em conserva fabricados ilegalmente, cerca de 40 quilos, cinco tatus, três macucos (ave semelhante ao frango) e onze quatis, todos os animais já abatidos, foram apreendidos pela Polícia Militar Ambiental em uma casa às margens da SC–417, próximo ao limite entre as cidades de Garuva e Guaratuba (PR), no final da manhã desta terça-feira (3). Também foram encontradas no local seis jequis, espécie de armadilha colocada na toca dos tatus, quatro espingardas, um revólver calibre 38 e munições de diversos, algumas de uso restrito.  

O tenente Felipe Dutra de Souza explica que a Polícia Ambiental chegou à residência após denúncia anônima. De acordo com o oficial, no momento da abordagem apenas a mulher e o filho do proprietário estavam no imóvel. Ângelo Marildo da Silva, 49 anos, chegou momentos depois e acabou detido em flagrante. Ele foi levado para a delegacia da cidade. Além de não possuir registro das armas apreendidas, existe suspeita de que o autônomo estivesse furtando palmito para depois revendê-lo a duas empresas, uma de Garuva e outra de Mato Grosso. 

Fabrício Porto/ND

Na casa haviam cem vidros de palmito em conserva, cerca de 40 quilos

 

“A gente suspeita que ele furtava o palmito e depois colocava nos vidros em conserva com a tampa das empresas, que possuem registro do IBAMA. Mandava para lá e eles rotulavam. Isso se chama esquentar o palmito. Vamos investigar a procedência destas embalagens”. Caso fique provado que eram as empresas quem pagavam Ângelo para cortar o palmito ilegalmente elas poderão ter a licença caçada pelo IBAMA. 

Também é enquadrado como crime ambiental a caça de animais silvestres. Os tatus, quatis e macucos estavam congelados em dois freezers dentro da casa do suspeito. Também é enquadrado como crime ambiental a caça de animais silvestres. Os tatus, quatis e macucos estavam congelados em dois freezers dentro da casa do suspeito. Na D.P, Ângelo alegou que caçava e mantinha os palmitos em conserva para consumo próprio. 

Publicidade

0 Comentários

Publicidade
Publicidade