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Padrasto e mãe de menina morta em Araquari são ouvidos pela Justiça

Rafael Silva dos Santos, 21 anos, e Rozemére Cardozo, 26, são acusados pela morte de Laura Beatriz Cardozo

Adrieli Evarini
Joinville
14/10/2016 às 21H42

Frente a frente para participarem de acareação pela primeira vez após a prisão. Foi nesta sexta-feira (14) que os acusados da morte da menina Laura Beatriz Cardozo, o padrasto Rafael Silva dos Santos, 21 anos, e Rozemére Cardozo, 26, se encontraram para a última audiência antes da sentença final do processo que julga a responsabilidade dos dois na morte da menina de três anos, ocorrida no dia 10 de abril deste ano.  A audiência ocorreu por cerca de três horas, na tarde desta sexta-feira (14), no Fórum de Araquari.

Rozemére Cardozo, mãe de Laura, é acusada de tortura contra a menina - Adrieli Evarini/ND
Rozemére Cardozo, mãe de Laura, é acusada de tortura contra a menina - Adrieli Evarini/ND



Acusado de tortura seguida de morte e estupro de vulnerável, Rafael negou diante da juíza Cristina Paul Cunha Bogo, do promotor e dos dois advogados, qualquer ação que possa ter resultado na morte da menina - o laudo apontou traumatismo craniano como causa da morte. Além de negar as agressões, Rafael também negou a acusação de estupro e afirma que a mãe da menina está querendo prejudicá-lo. "Ela não pode ter feito isso pra me botar na cadeia? Pode ser uma armação da Rozemére", disse.

Assim como o ex-companheiro, Rozemére negou todas as acusações de agressão - sobre ela, a princípio recai apenas a acusação de tortura - e reafirma que deixou Laura e o irmão dormindo e sem qualquer problema antes de sair para o trabalho no dia em que a menina foi agredida. "Os dois estavam dormindo quando eu saí de manhã cedo", afirmou. "Se teve algum tipo de abuso, não fui eu quem fiz para incriminar ninguém. Eu jamais faria isso com a minha filha", completou.

Após quase três horas entre o interrogatório dos réus, a juíza solicitou uma acareação para esclarecer diversos pontos divergentes nos depoimentos e, pela primeira vez, mãe e padrasto sentaram-se frente a frente. O resultado foi ainda versões diferentes e a intenção de salientar a culpa um do outro.

Essa foi a sexta e última audiência do processo que deve ter uma conclusão até o fim do mês. O Ministério Público já fez as alegações finais oralmente. Os defensores solicitaram alegações finais memoriais que devem ser entregues até a próxima quarta-feira.

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