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Terça-Feira, 20 de Novembro de 2018
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Organização realiza ações de inclusão para público do Festival de Dança de Joinville

Medidas ampliam acessibilidade de audiência cada vez mais diversificada aos espetáculos

Adrieli Evarini
Joinville
Carlos Júnior/ND
Novidade desta edição é o serviço de audiodescrição para deficientes visuais

 

A partir desta quarta, a leveza e o encanto da dança tomam conta de Joinville. O maior Festival de Dança do mundo começa e o espetáculo está disponível para todos. Preocupada em realizar um evento que alcance o maior número de pessoas de todos os continentes, a organização desenvolveu ações que oferecem mais do que conforto, oferecem inclusão.

Garantir o acesso a deficientes físicos ainda era pouco, a tradução em Libras em toda a programação realizada no Centreventos Cau Hansen e o Guia do Festival em versão braile foram ações desenvolvidas para agregar essa inclusão. Mas, neste ano, o Festival vem com uma novidade: o serviço de audiodescrição aos deficientes visuais.

O serviço estará disponível para o espetáculo de abertura, “O Quebra-Nozes”, da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, que ocorre quarta (22), às 20h. Realizada ao vivo, a audiodescrição permite ao deficiente visual ouvir em detalhes toda a movimentação no palco, detalhes da coreografia, dos gestos, da dança. O serviço transporta o deficiente ao mundo do Festival, ao mundo da dança. Para ter acesso ao aparelho, deve-se informar no ato da compra do ingresso a necessidade de utilização da audiodescrição e, solicitar o fone de ouvido na entrada do teatro, no momento da apresentação.

Para a responsável pela elaboração do roteiro e da narração da audiodescrição, Lívia Motta, o recurso permite que o deficiente visual acompanhe ao espetáculo, que se sinta verdadeiramente inserido na apresentação. “Transformamos as imagens em palavras para que as pessoas com deficiência visual possam acompanhar o espetáculo com todas as informações, como cenário, figurino, entra e saída em cena dos bailarinos, transmitindo os movimentos delicados do balé e as ações dos personagens”, explica.

O recurso auxilia também, além dos deficientes visuais, o entendimento de pessoas com deficiência intelectual, idosos, pessoas com déficit de atenção, autistas, disléxicos, entre outros, pois, é uma descrição completa do espetáculo e de seus detalhes.

 

Vivenciando experiências por meio da dança inclusiva

 

Possibilitar a vivência das necessidades de uma pessoa com deficiência física e experimentar as experiências vividas por meio da dança inclusiva. Esse é o objetivo da oficina de acessibilidade “Dança Inclusiva: A Dança Além do Corpo – e a Superação dos Limites do Corpo.” A oficina ocorre na próxima segunda-feira (27), às 15h, no Centreventos Cau Hansen e será realizada pela coordenadora do Grupo Segue de Dança Inclusiva, Juliana Crestani e pelo coordenador da Coopera (Comissão Permanente de Acessibilidade) do Comde (Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência), Mário Cezar da Silveira.

A oficina aborda, entre outros temas, a diversidade humana e as possibilidades do corpo, utilizando-o como instrumento da dança. Além de participar da oficina e fazer parte dessa experiência, os inscritos irão criar uma coreografia de dança inclusiva.

 

Serviço

O quê: Oficina “Dança Inclusiva: A Dança Além do Corpo – e a Superação dos Limites do Corpo”

Quando: Segunda-feira (27), às 15h

Onde: Centreventos Cau Hansen – Avenida José Vieira, 315, bairro América

Quanto: Gratuito

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