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Obra de revitalização paralisada gera transtornos na avenida Ivo Silveira em Florianópolis

Em março de 2015, a prefeitura da Capital começou a construção, que deveria ser entregue no fim do mesmo ano, mas os trabalhos foram interrompidos em outubro de 2016 por falta de recursos do município

Michael Gonçalves
Florianópolis
26/07/2018 às 22H17

Principal acesso viário da região continental de Florianópolis, a avenida Ivo Silveira, que liga os bairros Estreito e Capoeiras até o limite com São José e a Ilha de Santa Catarina, ainda é a dor de cabeça para comerciantes, moradores, ciclistas e motoristas. Em março de 2015, a Prefeitura da Capital começou a obra de revitalização, que deveria ser entregue no fim do mesmo ano, mas os trabalhos foram interrompidos em outubro de 2016 por falta de recursos do município. Construída em 1970, a avenida tem 5,2 quilômetros de extensão em pista dupla nos dois sentidos.

Canteiro central foi recuado parcialmente, pois seria implantada uma ciclovia - Daniel Queiroz/ND
Canteiro central foi recuado parcialmente, pois seria implantada uma ciclovia - Daniel Queiroz/ND


A chuva intensa nesta semana fez o comerciante Jovânio Frutuoso voltar a ficar preocupado com a falta de drenagem da avenida, que recebe um fluxo intenso de veículos em horários de pico. Proprietário de uma revenda de motos, Frutuoso está revoltado com a poça de água formada pela chuva que invade a calçada em função de um único bueiro.

Além da boca-de-lobo em frente da loja, a próxima fica a 64 metros. “Já falei com os ex-secretários do Continente, que deram risada e me chamaram de amigo, mas não resolveram nada. As crianças sofrem no fim de tarde para passar pela calçada, assim como os clientes têm dificuldades para entrar no meu comércio”, disse o comerciante.

Quando foi anunciada em 2015, a revitalização previa a redução do canteiro central para a implantação de uma ciclovia, a repavimentação asfáltica, a manutenção da drenagem, a faixa exclusiva para o transporte coletivo, a melhoria na iluminação pública e as sinalizações horizontal e vertical. Na prática, apenas parte do canteiro central foi reduzido e os postes de iluminação foram trocados.

A pavimentação asfáltica também foi feita, mas hoje é necessário uma nova intervenção. Já a ciclovia não saiu do papel. “Pelo grande movimento de veículos, sendo a maior parte de ônibus e de caminhões, só me sinto seguro pedalando na calçada. É difícil até para cruzar a pista na faixa de pedestres”, contou o auxiliar de serviços gerais Reni Lara Campos.

Retorno ficou pela metade e virou estacionamento

Um retorno também começou a ser construído na avenida Ivo Silveira, nas proximidades de um hipermercado em Capoeiras, mas o trajeto também não foi concluído. Apesar dos buracos e da falta de sinalização, atualmente o pequeno trecho é utilizado como estacionamento de revendedoras de veículos. Para o aposentado Jorge da Costa Lourenço, a obra inacabada é um descaso com o dinheiro público.

Jovânio reclama do problema de drenagem - Daniel Queiroz/ND
Jovânio reclama do problema de drenagem - Daniel Queiroz/ND


Mesmo sem o retorno estar concluído, alguns motoristas utilizam o trecho improvisado. “É uma vergonha a prefeitura não terminar um trecho tão curto de estrada. Isso sem falar na falta de drenagem, que transforma a avenida em uma verdadeira cachoeira”, disse Lourenço.

Marcelo Ribeiro Santos, gerente de um posto de combustível na esquina com a rua Abel Capela, chama a atenção para o grande número de acidentes de trânsito. Ele acredita que a prefeitura deveria fazer alguma intervenção no trecho, que permitisse a mudança de sentido e o cruzamento da avenida, para evitar mais acidentes. “Freadas, buzinaços e ameaças de colisões são diárias. Os veículos vêm em alta velocidade e encontram outros manobrando e, assim, temos a média de um acidente com danos materiais a cada três dias. Será que estão esperando por uma tragédia para tomar uma atitude?”, questionou.

Projeto está sendo elaborado e a estimativa é de gastar mais R$ 4,3 milhões

Por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria de Infraestrutura da Capital informou que o valor original do projeto de revitalização era de R$ 8,4 milhões. Segundo a prefeitura, já foram executados 48,63% da obra e investidos R$ 4,08 milhões. A estimativa é de que a prefeitura gaste o valor restante de R$ 4,3 milhões, mas o projeto para financiamento na Caixa Econômica Federal ainda está sendo elaborado. De acordo com a nota divulgada, a prefeitura “realizou a revitalização do pavimento asfáltico e o deslocamento do canteiro central para que possa ser implantada a ciclovia. Assim, estão faltando os serviços de melhorias na drenagem, a implantação da ciclovia e a revitalização dos passeios”.

Os números

  • Valor total da obra: R$ 8,4 milhões
  • Prefeitura já pagou: R$ 4,08 milhões
  • Estimativa para terminar a obra: R$ 4,3 milhões

As obras

  • Melhoria na iluminação: concluída
  • Recuo do canteiro central: executado parcialmente
  • Construção da ciclovia: não executada
  • Manutenção da drenagem: não executada
  • Pavimentação asfáltica: executada, mas já necessita de melhorias
  • Faixa exclusiva do transporte coletivo: não executada
  • Sinalização: executada parcialmente.
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