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“O governo não pode gastar com ineficiência”, diz o pré-candidato ao governo Mauro Mariani

Para Mariani (MDB) enxugar a máquina pública deve ser um trabalho diário de gestão

Redação ND
Florianópolis
09/07/2018 às 22H44

Eleito como deputado federal em 2006, 2010 e 2014, Mauro Mariani (MDB) começou sua carreira política em Rio Negrinho, norte do Estado, em 1996. Natural de Bituruna, no Paraná, ele chegou a Santa Catarina com 18 anos e fez sua carreira política no norte do Estado. Elegeu-se prefeito de Rio Negrinho em 1996, e depois deputado estadual em 2002. É empresário e formado em gestão pública.

Mariani disputa o governo do Estado pela primeira vez. Ele aposta na tecnologia como aliada para driblar a crise financeira. Na saúde, ele afirma que é necessário enfrentar a situação do atendimento hospitalar. Na segurança pública, ele diz que o problema já está sendo atacado pelo governador Eduardo Pinho Moreira.

Mauro Mariani é pré-candidato ao governo de Santa Catarina - Reprodução/ND
Mauro Mariani é pré-candidato ao governo de Santa Catarina - Reprodução/ND

CANDIDATURA AO GOVERNO

É o desafio que temos pela frente em Santa Catarina. É a possibilidade que temos de fazer mais. Me sinto preparado para isso, sou um homem que saiu de uma indústria para ser prefeito de uma cidade. Eu sei o quanto é difícil você produzir, vender, comprar matéria-prima, pagar os funcionários. Essa minha experiência vai ser importante para este momento difícil que o Estado vive.

CRISE FINANCEIRA

O governo não pode gastar dinheiro com ineficiência. Só o relatório do Tribunal de Contas do ano passado disse que a ineficiência dos hospitais públicos de Santa Catarina foi na ordem de R$ 670 milhões. É isso que temos que combater, o governo tem que entregar serviço à sociedade, enxugar a máquina pública, perseguir isso no dia a dia. A economia tem que crescer e aumentar a arrecadação. O Brasil crescendo e Santa Catarina com uma política econômica de atração de investimentos, com certeza temos condições de dar a volta, nosso Estado é muito forte, é um povo que trabalha muito. Infelizmente o Estado fica devendo e não entrega aquilo que está na sua obrigação. A sociedade catarinense faz a sua parte, e bem.

AGÊNCIAS REGIONAIS

As secretarias regionais há 16 anos cumpriram um papel importantíssimo para o equilíbrio do desenvolvimento de Santa Catarina. Eu mesmo coordenei o processo de pavimentação aos municípios do Estado. Eram 54 que não tinham acesso, e essas obras todas aconteceram. Não fosse a descentralização, aqueles municípios espalhados no interior do Estado, especialmente no oeste, estariam até hoje amargando no pó e no barro. A descentralização foi um processo e um projeto vitorioso que deu resultado para Santa Catarina há 16 anos. De lá para cá a sociedade mudou. Nós precisamos revisitar a descentralização, entender esse novo momento que vivemos, disponibilizar das tecnologias que hoje temos, fazer de forma mais efetiva, levar o investimento para o interior, mas não necessariamente tem que ter uma estrutura física. As secretarias regionais acabaram virando o centro desse debate como se elas por si só fossem as responsáveis pela situação do Estado, e sabemos que não são, talvez sejam estruturas que precisamos enxugar, mas têm muitas outras estruturas muito mais ineficientes e onerosas ao governo que também precisam ser discutidas.

SAÚDE PÚBLICA

Não é possível convivermos com essa ineficiência especialmente nos hospitais públicos de Santa Catarina que custaram R$ 670 milhões no ano passado. É muito simples: Santa Catarina tem 183 hospitais, dos quais 13 são públicos. Esses 13 hospitais consomem 70% de todos os recursos que vêm para o SUS. Alguma coisa está errada. Temos outros problemas na saúde. Trabalhar na atenção básica os municípios têm feito, mas especialmente para o Estado o primeiro assunto é enfrentar essa situação do atendimento hospitalar. Nós não podemos conviver com o catarinense ficando seis meses na fila esperando por um exame de especialidade ou uma cirurgia. Temos que nos indignar quanto a isso e trabalhar diariamente para resolver a situação, temos plena consciência de que é possível. Não temos dinheiro para jogar fora. As estruturas precisam ser eficientes, entregar serviços. Aquilo que não estiver dentro de um mínimo de eficiência tem que ser revisitado, reformulado.

SEGURANÇA PÚBLICA

Esse problema já está sendo atacado. Se as prisões aumentaram é por que a polícia já começou a dar resultado. Os índices de Santa Catarina começam a cair, todos eles, fruto de uma ação enérgica do governador Eduardo Moreira e do comando da segurança pública do Estado que colocou os homens nas ruas, tratando bandidos como bandidos. Esse exemplo de gestão que está sendo dado agora já começa a entregar resultado. É isso que precisamos, não tenho dúvida que aprofundando ainda mais esse modelo de segurança, agregando tecnologia, já que não temos hoje recursos para dizer que vamos contratar milhares de policiais que a sociedade precisa. Os números indicam que o Estado precisa de cerca de 3 mil policiais. Hoje com tecnologia, com ações como as que estão sendo feitas, os números já começam a diminuir.

ALIANÇAS POLÍTICAS

Diferente de alguns partidos nós não buscamos uma aliança contra ninguém, queremos alianças a favor de Santa Catarina. Temos conversado com vários partidos, respeitando o tempo de cada partido, e nesse momento vários tentam viabilizar suas próprias candidaturas e isso é legítimo. A medida que o tempo vai passando o cenário vai se afunilando e tenho convicção que vamos avançar nas composições. Temos alguns partidos sacramentados, bem alinhados, e outros faremos nos próximos 20 dias. Vamos apresentar uma composição, mais do que partidos e mais do que nomes, uma composição em torno de uma ideia, de um novo modelo, de uma nova forma de enfrentar a gestão pública. Não adianta ganhar uma eleição com uma ampla coligação que não tenha lugar para todos dentro do governo, isso não nos interessa. Quero ser candidato para fazer diferente, fazer o que precisa ser feito. Quem compartilhar desse nosso ideal é bem-vindo na nossa composição.

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