Publicidade
Terça-Feira, 23 de Outubro de 2018
Descrição do tempo
  • 24º C
  • 18º C

Nova etapa no processo do PT de Joinville contra o vereador Adilson Mariano

Justiça Eleitoral ouviu testemunhas nesta quinta-feira. Partido quer mandato do parlamentar, que se desfilou da legenda em julho passado

Daiana Constantino
Joinville
Carlos Junior/arquivo/ND
Adilson Mariano integra a ala Esquerda Marxista e atualmente está filiado ao PSOL

Uma audiência realizada pela Justiça eleitoral, na tarde desta quinta-feira (12), recolheu depoimentos de testemunhas arroladas no processo que envolve a possível perda de mandato de um vereador de Joinville, o ex-petista Adilson Mariano – filiado ao PSOL desde setembro passado. O PT e o primeiro suplente da vaga na Câmara, Marquinho Fernandes, brigam judicialmente pela cadeira do parlamentar, que deixou a sigla em julho passado. Na época, Mariano protocolou pedido de desfiliação da legenda por justa causa, no TRE (Tribunal Regional Eleitoral), em Florianópolis.

“Foi a primeira audiência para ouvir testemunhas das partes [realizada esta quinta-feira]. Foram três pessoas ouvidas de cada parte”, afirmou o vereador, que pertence a organização da EM (Esquerda Marxista). A audiência ocorreu em Joinville, a pedido do TRE, segundo Mariano. Ele voltou a reforçar a justificativa da sua saída do PT, partido pelo qual ocupou cadeira na Câmara desde 2001. “O partido descumpriu com o programa acertado em campanha. [...] Queria que o partido tivesse se mantido no caminho original,” disse ele, criticando por entender que a sigla não representa mais o trabalhador.

Para o presidente do PT, João Batista, o mandato pertence por direito ao partido e, nessa situação, ao primeiro suplente da vaga. “O vereador foi eleito com votos de legenda e com ações do partido. [...] Como candidato, ele [Mariano] assinou um documento com o compromisso de que o mandato é do partido,” enfatizou. O PT alega infidelidade partidária e pretende ocupar a vaga de Mariano na Câmara antes do fim deste mandato. Contudo, sem previsão para o desfecho do caso na Justiça, há possibilidade de o processo ser concluído após o término da atual legislatura – perdendo o objeto em questionamento pelas partes.

Mariano, depois de deixar o PT, se viu obrigado a buscar uma nova sigla para poder estar apto a disputar a eleição no próximo ano. Isso porque a Justiça eleitoral exige pelo menos um ano de filiação em alguma legenda para os interessados se candidatarem a cargos políticos. As conversas de Mariano com o PSOL iniciaram em abril, depois de a organização EM decidir se desligar do PT.

Com a filiação de Mariano, o PSOL ganhou representatividade no Legislativo. Quando Mariano deixou o PT, cerca de 315 militantes da EM também deixaram a sigla. Contudo, a filiação de Mariano ao PSOL não inclui, até o momento, o ingresso da EM ao partido. Essa decisão será tomada no Congresso Nacional do PSOL, nos dias 4, 5 e 6 de dezembro.

Publicidade

0 Comentários

Publicidade
Publicidade