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Domingo, 18 de Novembro de 2018
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Notícias do Dia chega à edição 2.000 e colecionadores de Joinville revelam o valor dessa marca

Redação ND
Joinville

Carlos Junior/ND
Mário Otto Schowchow tem pelo menos 150 álbuns com 750 selos cada

O número pode passar despercebido para os leitores. As manchetes são o que, naturalmente, chamam mais a atenção. Mas dia após dia, os dígitos no canto superior direito da capa avançam, marcando as edições que trazem os principais assuntos de Joinville e região. Assim, sem perceber, como o tempo que passa ligeiro, o ND chega à edição 2.000, marca que o jornal alcança às vésperas de completar sete anos.
Chegar a 2.000 edições é colecionar histórias que se multiplicam diariamente e que ganham forma e destaque no exercício diário do jornalismo reconhecidamente de qualidade do Grupo RIC em Joinville. Enquanto o jornal contabiliza as edições que viram documentos do cotidiano, o leitor junta as notícias às páginas da vida, já repleta de outras coleções, outras palavras e outros números, em registros nem sempre tão rigorosamente controlados quanto este do ND.
Assinante afeito aos números, o ex-bancário Mário Otto Schowchow divide o tempo entre a leitura do jornal, a jardinagem e a filatelia. Avesso às TVs, é pelas páginas do ND que ele se atualiza. Já a paixão pelos selos o deixa em dia com as novidades enviadas por outros aficionados espalhados pelo mundo. Diariamente, junto com o ND, Mário recebe entre 20 e 30 cartas. A diferença é que, enquanto o morador da rua Otto Boehm acumula parte das 2.000 edições do jornal, a coleção de selos já ultrapassa a casa dos 100 mil.
“Pode pôr mais dois zeros nesse número de 2.000”, brinca, sem saber ao certo a quantidade de itens no acervo filatélico. São pelo menos 150 álbuns com 750 selos cada, em média, guardados nos armários. Se pelo jornal ele sabe das coisas da cidade, nos selos ele viaja pelo mundo. As últimas correspondências são de origens que vão do Iraque aos Estados Unidos. “Vem carta de todo mundo. Isso é muito interessante porque, assim, a gente se mantém ativo, não fica com a mente embutida”, reflete o colecionador, que versa sobre o Congo Belga com a mesma naturalidade que fala do bairro América.
O conhecimento enciclopédico vem desde a infância. “Meu pai tinha um amigo inglês que trazia revistas em francês, alemão e inglês. Isso me levou a aprender línguas e também deve ter atiçado meu interesse pelos selos”, recordou. A barreira dos 2.000 selos foi ultrapassada logo nos primeiros anos da coleção, iniciada aos 15, com um pacote cheio recebido do tio.

2.000 registros do rock

Catalogados em ordem alfabética e cronológica, os cerca de 2.000 CDs do advogado e músico Rafael Zimath, 33, impressionam qualquer fã de rock. A coleção foi iniciada pelo vocalista e guitarrista das bandas Somaa e Alva aos 13 anos. No começo, ele comprava os CDs para conhecer bandas novas, sem pensar em quantidade. Com o passar dos anos, decidiu investir na coleção.
A paixão pela música veio de berço. “Meus pais ouviam muita música: Beatles, MPB e rock nacional. Minha mãe conta que, quando nasci, era muito chorão e que um dia ela descobriu que, colocando um radinho embaixo do berço, eu parava de chorar”, recordou. Entre tantos preferidos, na lista atual de Zimath não pode faltar Beatles, Clash, Metallica, Fugazi e Queens of Stone of Age. “Tenho CDs de rock de uma maneira bem ampla: de death metal a lo-fi. Também gosto muito de jazz, tenho alguma coisa de MPB, música instrumental e música jamaicana”, comentou.
Para armazenar os discos no apartamento onde mora há três anos, ele contou com a ajuda de uma arquiteta. “Ela me perguntou quantos discos eu tinha e quantos iria ter. Falei que a segunda pergunta era difícil de responder e ela projetou uma estante para 2.300 CDs. Já estou começando a pensar no que fazer quando preenchê-la”, brincou, explicando que decidiu colecionar CDs ao invés de vinil devido à praticidade.

Fabrício Porto/ND
Pais incentivaram o advogado e músico Rafael Zimath à paixão pela música

Além do papel

Nessas 2.000 edições, o ND também colecionou matérias que tiveram grande repercussão. Além da leitura de assinantes e leitores assíduos, reportagens nas áreas de saúde, educação, segurança e comunidade ultrapassaram os limites do papel e motivaram discussões e comentários no site do ND e na página do jornal no Facebook. Confira as que tiveram mais destaque:

Encontrada adolescente que desapareceu em Joinville – 47.956 visualizações

http://bit.ly/YBdP8v

Não há médicos na emergência da Maternidade Darcy Vargas, em Joinville – 14.406 visualizações

http://bit.ly/YBdPFG

Quatro ônibus são incendidados em Joinville – 7.671 visualizações

http://bit.ly/YBdQcI

Pais cobram reforma na Escola Juracy Brosig, no Paranaguamirim, em Joinville – 6.995 visualizações

http://bit.ly/YBdOSc

Mulher morre horas após brigar com o companheiro na zona Sul de Joinville – 4.399 visualizações

http://bit.ly/YBdR0g

Leitores registram pontos de alagamento no Anita Garibaldi e no Aventureiro, em Joinville – 2.960 visualizações

http://bit.ly/YBdSRU

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