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“Não renunciarei”, afirma o presidente da República, Michel Temer

Em pronunciamento na tarde desta quinta, ele afirma que não pagou ninguém para ficar calado

Redação ND
Florianópolis
18/05/2017 às 16H26

Em discurso proferido na tarde desta quinta-feira (18), às 16h10, o presidente da República, Michel Temer (PMDB), afirmou que não vai renunciar ao mandato e negou qualquer tipo de pedido para pagar propina ao ex-deputado Eduardo Cunha.

Temer fez pronunciamento em Brasília - Reprodução/NBR
Temer fez pronunciamento em Brasília - Reprodução/NBR

“Quero deixar claro que meu governo viveu nesta semana seu melhor e pior momento. Os indicadores de queda da inflação, os números de retorno do crescimento da economia e dados de geração de empregos criaram esperança de dias melhores. O otimismo retornava e as reformas avançavam no Congresso. Ontem, a revelação de conversa gravada clandestinamente trouxe de volta o fantasma de crise política de proporção ainda não dimensionada. Então, o imenso esforço de retirar o país de sua maior recessão pode se tornar inútil”, afirmou.

>> Edson Fachin autoriza abertura de inquérito contra presidente Michel Temer

Temer disse que só teve conhecimento do pagamento de propina a Eduardo Cunha na conversa com o empresário da JBS. “Não temo nenhuma delação. Não preciso de cargo público, nem de foro especial. Nada tenho a esconder, sempre honrei meu nome. A investigação pedida pelo STF será território, onde surgirão todas as explicações e, no Supremo, demonstrarei não ter nenhum envolvimento com estes fatos. Não renunciarei”, disse ele.

No discurso, de menos de cinco minutos, o presidente afirma que soliciou ao Supremo Tribunal Federal acesso aos documentos em que está envolvido (divulgados ontem pelo jornal O Globo), mas ainda não teve acesso aos materiais.

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1 Comentário

  • Geraldo
    A História mostra que Collor renunciou bem próximo aos minutos finais que lhe caberia fazê-lo. Administrar um País de dimensões continentais e regiões: culturalmente e "geográficamente" diversificadas. é tarefa que vai além da politica: exige conhecimento técnico. Assim como o Brasil "deixou para trás" a onerosa Monarquia, está na hora da República, "deixar para trás" um Congresso Nacional oneroso, pondo fim a toda e qualquer mordomia e a corrupção. Estávamos "assistindo" contrariados a possibilidade de voltar o trabalho - em condições análogas à escravidão - podendo durar 10/12 horas e, sendo um país de aproximadamente 210 milhões de pessoas e, onde bem menos de 90 milhões de pessoas estão ocupadas, a diferença existente entre tais dados, são suficientes para que a Aposentadoria continue nas regras atuais (que já não são boas) e termos mão de obra, jovem e com "todo gás" substituindo quem for se aposentando e, que já deu sua contribuição profissional à Pátria Amada: Brasil.