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Sexta-Feira, 16 de Novembro de 2018
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Motorista escapa com vida de grave acidente na Serra Dona Francisca

Apesar de o veículo ter ficado destruído e o motorista preso às ferragens, de ponta cabeça, ele passa bem

Sandro Alberto Gomes
Joinville
Luciano Moraes/ND
Depois de uma hora e meia de trabalho, motorista com retirado com segurança

Apesar de ter sofrido fratura de fêmur, bacia, clavícula e costela, passa bem o motorista que se acidentou no início da tarde de ontem na rodovia Dona Francisca. Porém, quem viu o acidente de perto se admirou ao saber que o ele escapou com vida. Ainda de ponta cabeça dentro da cabine retorcida de uma carreta Scania, de Canoas (RS), Arilson Victorino da Silva, 39 anos, estava bastante assustado. Foi necessário uma hora e meia, aproximadamente, para que bombeiros de São Bento do Sul, Campo Alegre e Joinville conseguissem removê-lo das ferragens.

O veículo, em local perigoso e pela posição, oferecia risco tanto para ele quanto para os socorristas. Mas apesar de preso nas ferragens Arilson não perdeu a consciência e antes de ser colocado na ambulância, ele não queria que cortassem sua roupa.

“Não, não corta minha jaqueta. Eu conheço meu corpo. Eu estou bem”, dizia o motorista. “Que é isso rapaz? Tua vida vale bem mais que uma jaqueta. Depois, você compra outra”, respondeu o bombeiro, antes de cortar a manga direita e soltar o braço do motorista para colocá-lo na maca.

Arilson havia carregado a carreta com placas maciças de MDF (Mediun Density Fibroboard – fibras de média densidade) na Arauco, em Piên (PR). Quando chegou na serra Dona Francisca, perdeu os freios. Na temível curva da morte, cerca de um quilômetro acima do mirante,  o cavalinho bateu contra o barranco e capotou. Ficou destruído. Por sorte, a carreta travou e não despencou precipício abaixo.

Motorista da Atlanta Móveis, Arnaldo Gruber, de Rio Negrinho, chegou logo após o acidente e conversou com o caminhoneiro até a chegada dos bombeiros. “Ele dizia que não ia escapar e que era para eu falar para o filho dele, de três meses, que não era para ele seguir a profissão do pai. Mas eu dizia: que nada, você vai escapar dessa, sim”, comentou Arnaldo.

Após ser removido da cabine, Arilson foi levado por uma ambulância até a localidade de Rio da Prata, onde o helicóptero Águia da Polícia Militar o aguardava para levá-lo até o Hospital Municipal São José, em Joinville.

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