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Moradores de Florianópolis fazem limpeza e recuperam prejuízos causados pela chuva

Prefeitura informou no início da noite de sexta-feira (12) que 150 pessoas continuam desabrigadas e estão 38 desalojadas

Michael Gonçalves
Florianópolis
13/01/2018 às 00H36

Aos 61 anos, a aposentada Regina Mendonça já venceu muitas batalhas, mas acabou derrotada na disputa contra a natureza quando sua casa ficou submersa. A moradora do bairro Rio Tavares, Sul da Ilha, é uma das 150 pessoas desabrigadas, além das 38 desalojadas, conforme número atualizados pela Prefeitura de Florianópolis no início da noite desta sexta-feira (12). Para essas famílias, a sexta-feira foi de limpeza e de reconstrução dos imóveis. Segundo o meteorologista da Epagri/Ciram, a Capital registrou 409 mm, de terça à quinta-feira, quando historicamente a média para o mês de janeiro é de 150 mm. Dois homens morreram em decorrência da chuva.

A casa da aposentada Regina Mendonça ficou submersa - Marco Santiago/ND
A casa da aposentada Regina Mendonça ficou submersa - Marco Santiago/ND


Regina, que mora às margens da SC-405, está no abrigo improvisado no Conselho Comunitário da Fazenda Rio Tavares, que foi montado pela comunidade e tem apoio da Administração. “Voltei na minha casa na manhã desta sexta, mas o mau cheiro está insuportável e precisei ser socorrida. Cheguei a cair e ralei o joelho. Sem conseguir limpar a casa, vou passar mais uma noite no abrigo”, contou a aposentada, que está com dois filhos e oito netos.

Diante da calamidade no Sul da Ilha, o gestor imobiliário João Bilck, 51, conseguiu tempo para trabalhar como voluntário. A intenção é reduzir a dor de quem perdeu quase tudo. Além de oferecer três refeições por dia, os voluntários preparam kits de limpeza para as pessoas mais carentes.

A dona de casa Eloisa Helena de Carvalho, 48, que dormiu na casa de uma amiga da filha, voltou para a sua residência após a chuva - Marco Santiago/ ND
A dona de casa Eloisa reuniu família para ajudar a limpar toda a casa que foi alagada pela chuva - Marco Santiago/ ND


Na estrada Intendente Antônio Damasco, bairro Ratones, a dona de casa Eloisa Helena de Carvalho, 48, que dormiu na casa de uma amiga da filha, voltou para a sua residência e chorou bastante. Após enxugar as lágrimas, ela reuniu os quatro filhos e começou um mutirão de limpeza.

A previsão era de passar mais uma noite fora de casa. “Primeiro retiramos todos os móveis e começamos a lavar o que achamos que dará para reaproveitar. Mesmo assim, acredito que perdemos três camas, o guarda-roupa, os armários da cozinha e a pia”, lamentou.

No imóvel ao lado, da dona de casa Marlene Peixoto, 60, a água não havia baixado até a tarde de sexta-feira. “Tivemos uma enchente parecida em 1984, mas desta vez a água entrou quase um metro. Estou com medo de voltar a dormir em casa novamente”, disse.

A casa de Marlene também ficou completamente alagada em Florianópolis - Marco Santiago/ ND
A casa de Marlene também ficou completamente alagada em Florianópolis - Marco Santiago/ ND



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