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Moradias avançam em terreno público utilizado por funerárias no cemitério do Itacorubi

Escondidas por árvores frondosas e bananeiras, as casas passam despercebidas dos visitantes do local

Cristiano Rigo Dalcin
Florianópolis
16/07/2018 às 21H44

Duas casas, uma de alvenaria e outra de madeira, foram construídas dentro do terreno do cemitério municipal São Francisco de Assis, no Itacorubi, em Florianópolis. As duas moradias passam quase despercebidas pelos visitantes do espaço público e dos motoristas que trafegam pela rodovia Admar Gonzaga (SC-404) diariamente.

Localizados nos fundos do terreno onde estão as capelas, funerárias e floriculturas, os imóveis fazem divisa com o galpão de uma concessionária de veículos na rodovia, na altura do número 435. Nesta segunda-feira (16), uma das casas tinha varal improvisado com roupas esticadas e material de construção depositado em uma pequena varanda. A outra, de alvenaria com reboco aparente, é mais antiga e está toda cercada, contendo um pequeno canil e até uma criação de galinhas. Bonecas espalhadas na varanda denunciam que a moradia é habitada por ao menos uma família com crianças.

Moradias estão localizadas nos fundos do terreno utilizado por funerárias. - Foto Flavio Tin/ND
Moradias estão localizadas nos fundos do terreno utilizado por funerárias. - Foto Flavio Tin/ND

Duas árvores frondosas e algumas bananeiras ajudam a separar e, ao mesmo tempo, esconder as casas do restante do terreno. A reportagem do Notícias do Dia esteve no local no final da tarde de segunda-feira, mas a casa da administração do cemitério, que funciona na área de jazigos, estava fechada, pois o expediente é encerrado a partir das 17h.

De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Florianópolis, diferente dos demais cemitérios que estão vinculados à Susp (Superintendência de Serviços Públicos), o do Itacorubi é de responsabilidade da SMDU (Secretaria de Meio Ambiente, Planejamento e Desenvolvimento Urbano). Já o espaço público (do terreno das capelas, funerárias e floricultura) está concessionado às funerárias, mas a prefeitura poderá intervir se constatar irregularidades na utilização da área.

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