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Mesmo fora de área de recomendação, Florianópolis amplia vacinação contra febre amarela

Em Santa Catarina, 162 municípios estão nas chamadas ACRVs; na Capital, cada posto de saúde tem um esquema diferente para atender à população

Felipe Alves
Florianópolis
17/01/2018 às 22H58

Diante do aumento de casos de pessoas infectadas e de mortes por febre amarela em Estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Minas Gerais, o Ministério da Saúde ampliou as áreas recomendadas para vacinação em todo o país. Em Santa Catarina, 162 municípios estão nas chamadas ACRVs (Áreas com Recomendação de Vacina). Florianópolis não está entre elas, mas a prefeitura ampliou os dias de atendimento para aplicação da vacina contra a febre amarela nos postos de saúde (veja quadro abaixo).

Na Capital, cada posto de saúde tem um esquema diferente para atender à população, além do Hospital Universitário. Locais onde há mais procura, como Centro, Trindade, Ingleses, Saco Grande, Coqueiros, Estreito, Campeche e Costeira têm a vacina disponibilizada diariamente. De acordo com a Vigilância Epidemiológica do município, o abastecimento de vacinas está normal na cidade. Em alguns casos pode ocorrer falta no estoque, que geralmente é reposto no dia seguinte.

Além de quem mora nas 162 áreas de risco, a recomendação é que todos (de 9 meses a 59 anos) que forem viajar para locais que estão em risco devem tomar a vacina dez dias antes da viagem. A lista dos municípios de todo o país está disponível no site. Com a alteração do calendário de vacinas no ano passado, as crianças acima de nove meses, nascidas em 2017, também devem tomar a vacina. A pessoa que já recebeu uma dose da vacina ao longo da vida, não precisa tomá-la novamente.

De acordo com Vanessa Vieira da Silva, gerente de imunização da Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica) de Santa Catarina, a seleção dos 162 municípios em área de risco no Estado foi definida pois em algum momento aquela cidade já teve caso de febre amarela. Em Santa Catarina, estão sendo aplicadas somente as vacinas integrais de febre amarela. As vacinas fracionadas, que podem ser aplicadas em um maior número de pessoas e não têm proteção a longo prazo, só estão sendo aplicadas em áreas endêmicas.

Vigilância Epidemiológica garante que abastecimento está normal em Florianópolis - André Borges/ Agência Brasil/ ND
Vigilância Epidemiológica garante que abastecimento está normal em Florianópolis - André Borges/ Agência Brasil/ ND



Transmissão só é feita por mosquitos

A febre amarela é uma doença infecciosa causada por um vírus e transmitida aos humanos por meio de picadas de mosquitos que carregam a doença. De acordo com Suzana Zeccer, gerente de zoonoses da Dive SC, há dois ambientes de transmissão da doença: o silvestre, que é o mais comum hoje, e o urbano.

O que ocorre é que em meio a matas e selvas, o vírus circula entre espécies de mosquistos e macacos, que acabam adoecendo e morrendo, pois são muito suscetíveis à febre. “Eventualmente, alguém que não esteja vacinado pode entrar em uma área com mosquitos infectados e ser picado”, afirma. Não há risco de contaminação de macacos para os homens nem entre os humanos, somente os mosquitos podem transmitir a doença.

Além da vacina, outra forma de proteger a população humana, segundo Suzana, é vigiar os primatas do local. “No verão, por conta do aumento da população de mosquitos o vírus aparece mais e os macacos acabam adoecendo ou morrendo. Por isso é importante que a população que mora próximo a matas fique atento para quando encontrar um macaco afastado de seu bando, doente ou com comportamento estranho, alerte o município”, destaca Suzana. Entre os principais sintomas da doença estão febre alta, sensação de mal-estar, dor de cabeça, dor muscular, cansaço, calafrios, náuseas e vômitos.

Rede pública de saúde oferece vacinação contra a febre amarela - André Borges/ Agência Brasil
Rede pública de saúde oferece vacinação contra a febre amarela - André Borges/ Agência Brasil


Locais e disponibilidade para vacinação em Florianópolis:  

Segunda a sexta-feira: Ingleses, Saco Grande, Centro, Trindade, Coqueiros, Estreito, Campeche e Costeira

Terça e quinta: Cachoeira, Jurerê, Santo Antônio de Lisboa, Vargem Grande (manhã), Vargem Pequena, Agronômica, Córrego Grande, Saco dos Limões, Vila Aparecida, Armação, Carianos e Ribeirão da Ilha

Quarta e sexta: Barra da Lagoa, Ponta das Canas, Ratones, Rio Vermelho, Hospital Universitário, Monte Cristo, Novo Continente e Tapera

Segunda e quarta: Monte Serrat, Itacorubi, Abraão, Alto Ribeirão, Lagoa da Conceição e Morro das Pedras

Terça e sexta: Prainha, Coloninha e Rio Tavares

Segunda e quinta: Balneário do Estreito, Capoeiras e Fazenda

Terça e sexta: João Paulo e Pântano do Sul

Segunda e sexta: Caeira

Quarta e quinta: Santinho

Quinta e sexta: Canasvieiras

Terça: Sapé

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Funcionamento dos centros de saúde: das 8h às 12h e das 13h às 17h

Fonte: Secretaria da Saúde de Florianópolis

 

 

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