Publicidade
Sexta-Feira, 21 de Setembro de 2018
Descrição do tempo
  • 25º C
  • 17º C

Menino prodígio do xadrez em Joinville busca título nacional

Em torneio estadual, Willian Hille, 12 anos, foi campeão invicto na categoria cadete, para enxadristas de até 16 anos

Carla Nunes
Joinville

Ele tem apenas 12 anos, mas já é perito em aplicar xeque-mate nos adversários. Em abril, Willian Hille foi o campeão invicto do Fecaj (Festival Catarinense da Juventude) 2014, em Jaraguá do Sul. Ele venceu a categoria cadetes, que aceita enxadristas de até 16 anos, com seis vitórias em seis jogos.

Hoje, o menino prodígio segue para o Rio de Janeiro a fim de competir no Fenaj (Festival Nacional da Juventude). A primeira rodada deve acontecer amanhã, às 16h. Serão novamente seis partidas, com o último duelo no domingo (11).

A boa performance no tabuleiro, mesmo contra enxadristas mais velhos, rendeu a Willian uma bolsa de estudos – de 90% no valor da mensalidade – para estudar no Colégio Machado de Assis e representar a instituição em competições de xadrez.

Aluno do 8º ano do período vespertino, Willian recupera facilmente as aulas e os conteúdos que perde por conta das viagens aos campeonatos. E se por acaso o menino não consegue acompanhar a turma, não falta gente interessada em ajudá-lo, garante a mãe. “Ele tem uma legião de fãs. As meninas são as principais admiradoras dele”, arremata Alessandra.

O talento de Willian nos lances com cavalos, bispos e torres parece ser de família. Em casa, ele não é o único a faturar troféus no xadrez. Na semana passada, o irmão de Willian, Walter Júnior, 17, também levou o título de melhor enxadrista joinvilense, com quatro pontos de sete possíveis, na etapa Joinville do Aberto do Brasil e terceira semifinal do Campeonato Estadual Catarinense de Xadrez 2014. “Eu vejo um futuro promissor para os dois, eles são muito focados e não se distraem”, aposta o mestre Roberto Molina.

 

Fabrício Porto/ND
“Comecei a jogar porque simplesmente todos em casa jogavam, menos eu.”
Willian Hille, novo talento no xadrez de Joinville

 

 

Influência do pai e do irmão

Willian Hille começou a jogar xadrez em 2012, mas confessa que nunca pensou em ganhar troféus ou virar profissional. Tudo começou ao ver o pai, Walter Hille, que é um apaixonado por xadrez e também já participou de campeonatos. Depois veio a influência do irmão mais velho, Walter Júnior.

 “Comecei a jogar porque simplesmente todos em casa jogavam, menos eu”, diz Willian, que dedica boa parte de seu tempo treinando novas jogadas e estudando os movimentos de enxadristas mais experientes. 

Nas segundas e nas quartas, Willian tem aulas das 9h30 às 11h30 com o mestre internacional Roberto Molina. Nas terças e quintas, das 20 às 23h, as aulas são com o mestre Lúcio Amorim. Tudo isso para estar afiado e nos campeonatos que disputa.

 

Clube oferece aulas gratuitas

O CXJ (Clube de Xadrez de Jonville) oferece aulas gratuitas a todas as pessoas, de diferentes faixas etárias. O clube se dedica ao amadorismo, à promoção do esporte e sua divulgação no meio comunitário, onde o xadrez é estimulado como prática educacional e de lazer.

A instituição está localizada na rua dos Ginásticos, anexo à Sociedade Ginástica de Joinville. O horário de funcionamento é das 9 às 11h, durante a semana, menos na quita. E diariamente das 14h às 19h.

O presidente do CXJ, Haroldo Cunha dos Santos Júnior, explica que a casa está à disposição do público. O principal objetivo é incentivar e resgatar a tradição e a pratica do xadrez entre os jovens, crianças e adolescentes.

 

Xadrez no Brasil

Os primeiros campeonatos nacionais de xadrez no Brasil já eram disputados em 1927. O primeiro campeão foi João de Souza Mendes Junior, ao vencer campeonato disputado no Rio de Janeiro. Além de enxadrista, Mendes era médico sanitarista do Instituto Oswaldo Cruz.

O primeiro campeonato feminino de xadrez, no país, foi disputado em 1960 e a vencedora foi Dora de Castro Rúbio. O torneio ocorreu em Brusque e marcou o nome de Dora na história desse esporte.

O grande nome da história do xadrez no Brasil é o enxadrista Henrique Costa Mecking, o Mequinho. É considerado o melhor jogador de xadrez do Brasil, chegando a figurar na lista dos melhores enxadristas do mundo na década de 1970. Mequinho abandonou os tabuleiros durante um longo período de ausência para tratar de uma grave doença.

Fonte: Portal Educação

Publicidade

0 Comentários

Publicidade
Publicidade