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Quinta-Feira, 22 de Novembro de 2018
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Menino atropelado quando andava de bicicleta morreu após oito dias internado em Joinville

Matheus da Costa Bitencourt, 8 anos, teve complicações devido a dois coágulos que se formaram na cabeça após o acidente

Rosana Rosar
Joinville

Descrito pela família como estudioso, brincalhão e amoroso, Matheus da Costa Bitencourt, 8 anos, gostava de andar de bicicleta, jogar bola e videogame. Ontem, às 16h, quando ele foi enterrado no Cemitério Nossa Senhora de Fátima, no bairro Itaum, os parentes oscilavam entre a tristeza e a revolta. O menino morreu no domingo (27), depois de passar oito dias internado no Hospital Materno Infantil Doutor Jeser Amarante Faria.

 

Luciano  Moraes/ND
LMatheus foi enterrado nesta segunda (28) no Cemitério Nossa Senhora de Fátima, no bairro Itaum, zona Sul de Joinville


A internação foi necessária após Matheus e o irmão Ryan, 10, serem atropelados quando andavam de bicicleta (o mais velho conduzia) no bairro Ulysses Guimarães. A família acusa o hospital de negligência. Por meio da assessoria de imprensa, a unidade informou que só se pronuncia sobre o caso quando for procurada pela família.
No dia do acidente (19), o motorista do Chevrolet Corsa que atropelou os meninos prestou socorro e contou que a bicicleta cruzou na sua frente de forma inesperada, sem tempo para frear. Matheus precisou ser internado no mesmo dia, teve a perna esquerda operada por causa de uma fratura, e permaneceu sob cuidados médicos por causa de dois coágulos na cabeça, provocados pelo impacto da queda.
“Ele reclamava muito de dor de cabeça, não deviam ter tirado da UTI. Eu estava com ele no dia em que ele entrou em coma, na sexta (25), e teve que fazer uma cirurgia de emergência porque o cérebro estava inchado”, contou a tia Bruna Luana Costa, 20. Matheus passou o sábado na UTI e no domingo de manhã teve a morte encefálica oficializada.
Bruna Luana Costa afirma que a família pretende mover uma ação contra o hospital para cobrar explicações. “Não quero que nenhuma família passe pelo que minha irmã está passando. O Matheus reclamava direto de dor de cabeça. A gente falava com a enfermeira e ela dizia que era psicológico porque ele já estava tomando muita medicação para dor”, comentou. Ontem, no enterro, a mãe de Matheus, a auxiliar de depósito Ediléia da Costa, 27, estava em estado de choque e chamava o tempo todo pelo menino. A avó, Edna Regina Costa, 45, relembrou com carinho as principais características do neto. “Ele era um ótimo netinho, gostava de estudar, de jogar videogame, jogar bola, andar de bicicleta. Estava no segundo ano e era muito especial”, emocionou-se.

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