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Marido confessa ter matado policial e enterrado corpo em Balneário Camboriú, diz polícia

Após discussão, o homem deu um tiro na cabeça da companheira; ela estava desaparecida desde quarta-feira (6)

Colombo de Souza
Florianópolis
08/12/2017 às 22H41

A policial civil Karla Silva de Sá Lopes, 28, que estava desaparecida desde quarta-feira (6) foi assassinada pelo marido, um policial militar da reserva. Luiz Fernando, 52, foi interrogado na tarde desta quinta-feira (7) na DIC (Divisão de Investigação Criminal) de Balneário Camboriú e confessou ter dado um tiro na mulher. Ele disse aos policiais que discutiu e atirou na cabeça. O corpo de Karla foi encontrado no início da noite, numa área de restinga, na Praia de Taquara, em Balneário de Camboriú, após o marido ter indicado o local para os policiais.

A defesa do policial nega que Fernando tenha matado a própria mulher. Segundo o advogado Luiz Eduardo Righetto, seu cliente foi tido como suspeito na parte da manhã e prestou esclarecimentos na DIC. "Ele compareceu espontaneamente ao batalhão da Polícia Militar e fez a entrega da arma pessoal", disse. Ele também afirmou que as informações de que Fernando teria confessado o crime e indicado o local onde o corpo estava não foram repassadas pelo seu cliente.

Corpo foi encontrado enterrado em Balneário Camboriú - Jonas Augusto/ ND
Corpo foi encontrado enterrado em Balneário Camboriú - Jonas Augusto/ ND


O casal é natural de Lages, mas morava em Itapema. No dia do desaparecimento, Fernando teria comentado para amigos e vizinhos que a companheira havia saído para caminhar na praia de Itapema, por volta das 7h30, e não teria voltado para casa. Ele também chegou a postar nas redes sociais o desaparecimento da mulher.

Como nenhum parente registrou boletim, um delegado de Balneário Camboriú se antecipou e fez o registro para dar início a investigação. As buscas a policial estavam sendo realizadas por policiais da Deic (Diretoria Estadual de Investigações Criminais) e agentes da DIC de Balneário Camboriú.

O caso está sob a responsabilidade da DIC com a colaboração da Polícia Militar. O delegado da DIC de Balneário Camboriú que interrogou o PM aposentado, Vicente Soares, deve pedir à Justiça a prisão preventiva do militar da reserva.

Movimentação policial em frente a DIC na noite desta quinta-feira (7) - Jonas Augusto/ ND
Movimentação policial em frente a DIC na noite desta quinta-feira (7) - Jonas Augusto/ ND


Vítima

Karla se formou na Acadepol (Academia da Polícia Civil) em novembro do ano passado e foi trabalhar na delegacia de Correia Pinto. Segundo o diretor da Acadepol, Akira Sato, a policial aguardava a remoção para a delegacia de São João Batista. “Ela deveria se apresentar na delegacia até o dia 12 de dezembro. Karla já havia ido na delegacia de São João Batista conhecer o ambiente onde iria trabalhar”.

 >> Policial civil de 28 anos sai para caminhar em Itapema e não volta para casa

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Policial morta em Balneário Camboriú - Reprodução
Policial foi morta pelo marido em Balneário Camboriú - Reprodução



 

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