Publicidade
Quarta-Feira, 14 de Novembro de 2018
Descrição do tempo
  • 30º C
  • 22º C

Manifestação e adesão de 77 professores marcam primeiro dia de greve na rede estadual em Joinville

Segundo a Gerência de Educação, nos oito municípios da região Norte 99 docentes aderiram ao movimento

Redação ND
Joinville
Maiara Bersch/ND
Alunos e professores da Escola Estadual Maestro Francisco Manuel da Silva, no bairro Vila Nova, fizeram nesta quarta-feira manifestação de apoio à greve dos professores

 

Nesta quarta (25) primeiro dia de paralisação dos professores da rede estadual de ensino em Joinville, 77 docentes cruzaram os braços na cidade. No município atuam 1.669 profissionais. Na região Norte do Estado, 99 profissionais lotados em 23 escolas aderiram ao movimento. Os números são da Gered (Gerência Regional de Educação), verificados junto às direções das 64 escolas dos oito municípios da região. Segundo a Gered, as escolas com maior número de professores em greve são o Colégio Tufi Dippe, no bairro Iririú, com 17; Escola Jorge Lacerda, no Guanabara, com 15; Escola Paulo Medeiros, no Adhemar Garcia, com 11; Escola Elvira Faria Passos, em São João do Itaperiú, com nove; e a Escola Guilherme Zuege, no Rio Bonito, com seis.

Mesmo com professores fora das salas de aula, em nenhuma escola houve paralisação total. A orientação da Gered é que os pais e responsáveis continuem mandando os alunos para a escola, porque dentro do possível as aulas continuarão a ser ministradas. “Todas as unidades devem receber os alunos, naquelas com maior número de professores paralisados será feito horário especial”, explica Dalila Leal, gerente regional de Educação. Segundo ela, as direções são responsáveis por comunicar aos pais, com antecedência.

Nesta quarta de manhã, uma manifestação marcou o começo da greve em Joinville. “Professor é a profissão que faz todas as profissões”. Esse era um dos dizeres em uma das faixas carregadas na manifestação que reuniu cerca de 150 alunos e professores da Escola Estadual Maestro Francisco Manuel da Silva, no bairro Vila Nova. Os estudantes apoiaram a greve dos professores da rede estadual. Eles reivindicavam melhores salários para os docentes e melhores condições na estrutura das escolas. Durante alguns minutos, os estudantes chegaram a fechar a rua 15 de novembro a fim de chamar a atenção para a causa.

O professor de química Cláudio Fernando Silva reforçou que a manifestação foi organizada pelos alunos e afirmou que, mesmo sendo efetivo, apoia os professores ACTs (Admitidos em Caráter Temporário) nesta luta. “O governo quer separar categorias. Dividir efetivos dos contratados. Queremos reverter essa situação”, resumiu o professor.

Publicidade

0 Comentários

Publicidade
Publicidade