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Quinta-Feira, 22 de Novembro de 2018
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Mais um hospital de Joinville realiza transplante de córnea

Centro Hospitalar Unimed está autorizado a executar procedimento cirúrgico

Suellen Dos Santos Venturini
Joinville
Fabrício Porto/arquivo/ND
Há 80 pessoas na fila de espera em Joinville por um transplante de córnea e no ano passado 258 pacientes foram submetidos ao procedimento

 

Com mais um hospital apto a realizar transplantes de córnea, a fila das pessoas que esperam pelo procedimento deve diminuir em Joinville. O Centro Hospitalar Unimed, que antes só fazia a captação do tecido, recebeu o credenciamento do Ministério da Saúde para transplantar. “Para a população isso significa mais uma opção, mesmo que mais voltada para pessoas que pagam pelo serviço. Com certeza serão menos pessoas na fila, que é a mesma para pessoas que dependem ou não do SUS (Sistema Único de Saúde)”, explicou Julio Cesar Vieira, gestor do Banco de Olhos de Joinville.

Várias doenças podem acarretar a necessidade do transplante e, atualmente, 80 pessoas estão à espera de uma doação na cidade. Em todo o Estado, são 300 pessoas esperando a cirurgia. As outras duas unidades de saúde credenciadas para fazer transplantes de córnea em Joinville – o Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem e o Hospital Municipal São José –, no ano passado realizaram 258 procedimentos.

A direção do Centro Hospitalar Unimed não estima quantos transplantes de córnea devem ser realizados até o fim do ano, mas garante que pretende fazer quantos forem possíveis. “A gente não sabe quantos nós vamos conseguir fazer, mas se houver possibilidade, nós vamos realizar os transplantes. Claro que existe a fila, mas para quem é conveniado, agora vai ficar mais fácil”, disse Enio Rieger, diretor-geral da unidade.

Para conquistar o credenciamento, foram necessários meses de processo burocrático. “Isso exige uma burocracia muito grande. É muita documentação, você tem que ter uma qualificação para poder realizar transplantes. Não foi fácil”, ressaltou Rieger. O primeiro transplante na unidade aconteceu em abril, pelas mãos do médico oftalmologista João Alfredo Dietrich.  O procedimento durou cerca de uma hora e vinte minutos e foi realizado para corrigir uma ceratectomia lamelar anterior profunda. A paciente teve alta hospitalar no mesmo dia.

Redução da fila de espera

A fila para o transplante de córnea – que hoje é de cerca de 80 pessoas –  já foi maior em Joinville. Há cinco anos, segundo o Banco de Olhos da cidade, o número de pessoas esperando um transplante era o dobro. Para o departamento, a redução está ligada ao aumento de doações, que precisam ser autorizadas pelos familiares de pessoas que faleceram.

Diferentemente de outros órgãos, as córneas podem ser aproveitadas de pessoas que tiveram morte encefálica e morte por parada cardíaca. “A fila diminuiu bastante. O que demora mais, hoje em dia, é a triagem que a pessoa passa desde o diagnóstico até realmente entrar na fila para o transplante. Depois de passada essa parte, em até três meses o transplante é realizado”, disse Julio Cesar Vieira, gestor do Banco de Olhos de Joinville.

Etapas para o procedimento

1) Depois que a família autoriza a retirada das córneas, os tecidos são removidos cirurgicamente e examinados

2) Os tecidos sadios são liberados para beneficiar o primeiro da lista no município. Caso ele não possa, por algum motivo, passar pelo transplante o tecido vai para o segundo da lista na cidade ou na região

3) O beneficiado passa pela cirurgia. O tecido comprometido é retirado e dá lugar ao tecido do doador. A cirurgia não é considerada de alto risco

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