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Mãe que teve o filho assassinado no Norte da Ilha organiza passeata pela paz

Vítima de 27 anos não tinha passagens policiais, havia terminado o ensino médio e estava fazendo um curso profissionalizante no Senac

Colombo de Souza
Florianópolis
09/11/2017 às 10H05

Inconformada com o assassinato do filho que ocorreu na Vargem do Bom Jesus, Norte da Ilha, a gaúcha Bianca Jaqueline Ribeiro veio de Porto Alegre (RS), para reivindicar ações contra a violência em Florianópolis. Ela está organizando uma passeata pela paz na região onde Johnny Ribeiro, 27, foi assassinado enquanto conversava com ela pelo aplicativo de mensagens WhatsApp. Ribeiro não tinha passagens policiais, havia terminado o ensino médio e estava fazendo um curso profissionalizante no Senac. A passeata está prevista para às 10h30 de sexta-feira (10).

O crime ocorreu no final da tarde de sexta-feira (3) em frente a um bar na rua Anarolina Silveira Santos, Vargem do Bom Jesus. “Um carro com ocupantes usando gorro balaclava passou em frente ao estabelecimento comercial e atirou em direção das pessoas. Foram mais de 50 tiros”, contou. Além de Ribeiro, outras duas vítimas também foram atingidas, mas sobreviveram.

A mãe lembrou que o filho precisava falar com ela e como estava sem internet foi ao bar comer e usar a rede Wi-Fi. Bianca estava em Canoas (RS) e combinava com Ribeiro o dia em que viria para Florianópolis. A data prevista seria sexta-feira (10), mas por causas do acontecimento ela teve que antecipar a viagem para preparar o funeral do filho. 

Revoltada com a morte do filho, Bianca escreveu nas redes sociais.“Meu filho não tinha envolvimento com o tráfico, meu filho não era bandido, meu filho não era procurado pela justiça. Meu filho estava usando o Wi-Fi do bar pra falar comigo e comendo. Meu filho não era o alvo, meu filho estava no lugar errado e na hora errada, meu filho foi assassinado! Não importa se é uma guerra de facções. O que importa é saber onde estavam os profissionais que deveriam estar nos protegendo dessa guerra entre monstros que não tem mãe”. Ela comentou que em Canoas também existe violência, mas que não é tão intensa quanto a guerra urbana em Florianópolis protagonizada por facções.

Johnny Ribeiro, 27, foi assassinado enquanto conversava com ela pelo aplicativo de mensagens WatsApp - Arquivo pessoal
Johnny Ribeiro, 27, foi assassinado enquanto conversava com ela pelo aplicativo de mensagens WhatsApp - Arquivo pessoal



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