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Mãe de jovem que teve 80% do corpo queimado pelo marido volta ao local do crime, em SC

Maiara Bruna Fonseca, de 29 anos, trabalhava como costureira e foi levada para a UTI no último sábado, em Camboriú

Redação ND
Florianópolis
21/02/2018 às 22H48

A história da mulher de Camboriú que teve 80% do corpo queimado pelo marido ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (21), quando a mãe da vítima foi à casa da mãe do agressor para pegar os pertences da filha. No local, encontrou os portões fechados e a recusa da mulher de devolver os objetos de Maiara Bruna Fonseca, de 29 anos.

Mãe da jovem queimada foi recuperar os objetos da filha - RICTV/Reprodução/ND
Mãe da jovem queimada foi recuperar os objetos da filha - RICTV/Reprodução/ND


“Eu não quero nada que é dele, eu quero o que é da minha filha”, informou Fabia dos Santos Lima, mãe de Maiara. Em entrevista à RICTV Itajaí, ela disse que a filha seria transferida para Lages ainda nesta quarta e que a acompanharia até lá. Os pertences só foram recuperados com a ajuda da polícia, que acompanhava a situação e insistiu que a mãe de Caio Alan Alves os devolvesse.

A briga

Segundo a mãe de Maiara, a filha está com a fala limitada. O que ela soube, no entanto, é que o casal teve uma discussão após a garota chegar do salão, na tarde do último sábado (17). O jovem, então, teria jogado álcool no corpo dela e ateado fogo. Depois, teria colocado a mulher embaixo do chuveiro, tirado a roupa dela e a coberto com um cobertor. Em seguida, Caio teria deixado a companheira no hospital.

Apenas com a ajuda da polícia os pertences de Maiara foram devolvidos - RICTV/Reprodução/ND
Apenas com a ajuda da polícia os pertences de Maiara foram devolvidos - RICTV/Reprodução/ND


Mesmo tendo ocorrido durante a tarde, o crime só foi comunicado à PM (Polícia Militar) por volta das 23h. Na segunda-feira (19), a jovem estava internada em estado estável na UTI do Hospital Municipal e Maternidade Ruth Cardoso. O marido ainda está foragido.

A Polícia Civil já ouviu os familiares da vítima e espera localizar o agressor ainda esta semana. De acordo com o delegado Mauricio Pretto, responsável pela investigação, ainda é cedo para determinar o tipo de crime pelo qual Caio será indiciado. Por ter socorrido a vítima, ele pode responder apenas por lesão corporal. O inquérito, segundo o delegado, ainda está em fase inicial.

Relacionamento difícil

Maiara e Caio se conhecem desde a infância e cresceram juntos no bairro Monte Alegre, em Camboriú. A amizade se transformou em namoro e, há seis anos, os dois decidiram morar juntos. Para sustentar a casa, Caio fazia bicos de pintor e Maiara trabalhava como costureira em uma empresa em Balneário Camboriú.

Caio e Maiara moravam juntos há seis anos - RICTV/Reprodução/ND
Caio e Maiara moravam juntos há seis anos - RICTV/Reprodução/ND


O relacionamento dos dois, segundo Fabia, mudou após Maiara realizar a cirurgia bariátrica, para redução de peso. “[Antes] eles viviam bem, ele tratava ela bem. Ele não foi um carrasco o tempo inteiro”, disse a mãe da jovem. Após a operação, a convivência do casal ficou difícil. “Semana passada ela saiu de casa e ficou cinco dias fora. Ele chorou, implorou e ela voltou, mas ele sempre ameaçando que ela não ficaria viva ou que [ele] não deixaria aquele rosto bonitinho para ninguém”, revelou a mãe da vítima.

Confira a matéria do Balanço Geral Itajaí:

Com informações da RICTV Itajaí.

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