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Quinta-Feira, 15 de Novembro de 2018
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Laudo do IGP aponta que traumatismo craniano levou a menina Laura Beatriz à morte

Delegado responsável pelo caso adiantou que os ferimentos não foram causados por ataque de cães

Redação ND
Joinville
Reprodução/redes sociais/ND
Corpo de Laura tinha vários hematomas e lesões na cabeça

*Matéria atualizada às 20h12

O inquérito que investiga a morte da menina Laura Beatriz Cardozo, 3 anos, está próximo de ser concluído e, nesta terça-feira (19) o laudo com o resultado do exame de corpo de delito desmente a versão apresentada pelo padrasto da menina, principal suspeito do crime. Segundo o IGP (Instituto Geral de Perícias), que realizou o exame, Laura tinha vários hematomas em diversas regiões do corpo e a principal causa da morte foi traumatismo craniano.

Segundo o delegado responsável pela investigação, Rodrigo Aquino Gomes, somente ao final do inquérito será possível concluir se as lesões foram causadas por agressão, mas, ele afirma que os ferimentos analisados pelos peritos não foram causados por ataque de cães ou queda, como afirmou o padrasto Rafael Silva dos Santos. “Esse resultado serve para desmentir a versão dele, é mais um elemento para desmentir a versão dele”, destaca.

Para Gomes, o resultado do exame é mais um fator para a investigação. Se confirmada a suspeita de que a menina tenha sido espancada pelo padrasto, ele deverá ser indiciado por tortura como causa de morte. Outra hipótese investigada é de que Laura tenha sido estuprada por Rafael. O laudo que irá confirmar ou refutar a possibilidade de conjunção carnal e atos libidinosos deve ficar pronto nesta semana, mas, o delegado explica que o depoimento prestado pelo médico legista no momento do flagrante indica que havia vestígios de abuso sexual. Caso o exame confirme o estupro, o delegado irá solicitar a comparação de material genético. O padrasto de Laura continua em prisão preventiva na UPA (Unidade Prisional Avançada) de São Francisco do Sul.

Nesta semana, as testemunhas que conviviam com a menina estão prestando depoimento. Gomes solicitou ainda, relatórios do Conselho Tutelar, que acompanhava a família. Na próxima semana, a mãe e o padrasto da menina devem ser ouvidos novamente. “Acredito que na semana que vem a investigação seja concluída e o relatório final encaminhado ao Ministério Público”, explica o delegado.

Entenda o caso:

A menina Laura deu entrada no Hospital Infantil Dr. Jeser Amarante Faria no dia 9 de abril após ser atendida no Pronto-Atendimento de Araquari. Com vários hematomas e já inconsciente, a menina foi transferida de helicóptero para o hospital, em Joinville. Laura chegou a passar por cirurgia neurológica, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na tarde de domingo (10). A Polícia Militar foi chamada pela equipe médica e o padrasto foi preso em flagrante, acusado de maus-tratos. A mãe, Rozemére Cardozo havia deixado a filha sob os cuidados do companheiro, quando chegou a casa na tarde de sábado, após o trabalho, a filha já estava inconsciente. A versão apresentada pelo companheiro é de que os dois teriam sido atacados por cães.

 

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