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Quadrilha que tentou roubar banco em São José teria informação privilegiada

Delegado da Draco disse que o próximo passo da investigação é saber quem repassou informações privilegiadas à quadrilha

Colombo de Souza
Florianópolis
20/03/2018 às 10H44
Grupo é capturado quando retornava para roubar o cofre do banco - Divulgação/ND
Grupo é capturado quando retornava para roubar o cofre do banco - Divulgação/ND


A juíza de São José Marivone Koncikoski Abreu converteu em prisão preventiva o flagrante de uma quadrilha de caixeiros que pretendia roubar R$ 1,5 milhão do Banco do Brasil da agência do bairro Bela Vista, em São José. Marco Antônio Rafael; Francisney Ferreira Fernandes Sales, o Morango; Fabio Binhote; Diego Borges e Fabrício Rocha já haviam escavado um buraco na parede do banco e, quando retornavam para cortar o cofre, foram capturados por policiais da Draco (Divisão de Repressão ao Crime Organizado).

O delegado Antônio Carlos Seixas Jóca afirmou que o grupo liderado pelo mato-grossense Morango é bem estruturado. “Eles tinham equipamento conhecido por Jammer, que desativa alarmes de bancos. Foi com este dispositivo, que custa mais de R$ 150 mil, que eles ficaram bem à vontade para fazer o buraco na parede de alvenaria do banco”.

A quadrilha foi capturada quando retornava da casa de Binhote num Volkswagen Voyage, transportando cilindro de oxigênio, alicates, chave de fenda grande e outras ferramentas para abrir o cofre. Os vizinhos desconfiaram da atitude dos suspeitos e acionaram a polícia. Três integrantes da gangue são naturais de Joinville e rodam o Brasil praticando furtos em caixas eletrônicos. E o quarto, Binhote, mora no bairro Bela Vista, em São José, próximo à agência bancária.

“Nosso próximo passo é saber quem foi que repassou a informação de que havia grande quantidade de valores, no fim de semana, no banco”, disse Jóca. O policial informou que os presos não acrescentaram nada em depoimento. Apenas disseram que vão se manifestar somente em juízo.

Nesta segunda-feira (19), os cinco foram transferidos para o Presídio Masculino de Florianópolis. De acordo com o delegado, o chefe do bando é considerado de alta periculosidade. “Ele agia em Goiás e Minas Gerais procurando vítimas em saidinha de bancos. Ele também é processado por roubo a banco e sequestro relâmpago”.  

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