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Segunda-Feira, 19 de Novembro de 2018
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Joinville vai aderir ao Mais Médicos e pedirá 14 profissionais

Mesmo com a inscrição, a Secretaria de Saúde alega que esta não é a maior necessidade de Joinville

Redação ND
Joinville

Joinville pretende se inscrever ainda nesta quinta-feira no programa Mais Médicos, do governo Federal, quando abre a segunda fase do credenciamento. A Prefeitura vai pedir 14 médicos. No dia 25 de julho, a Secretaria Municipal de Saúde chegou a fazer o credenciamento, mas como era o último dia para inscrição, o site do Ministério da Saúde ficou congestionado e não validou a inscrição de Joinville.

 

Carlos Junior/Arquivo/ND
Prefeitura deve aderir ainda nesta quinta-feira ao Programa Mais Médicos

 

 

Ontem, o secretário Municipal de Saúde, Armando Dias Pereira Júnior, garantiu que irá fazer a inscrição. Para o secretário, Joinville não precisa exatamente de médicos do programa oferecido pelo governo Federal. “Não haveria necessidade, pois nossas equipes de Saúde da Família estão completas. O programa é para contratar médicos da Saúde da Família. Mas vamos fazer o cadastramento como garantia”, alegou Armando.

O programa do governo Federal tem por objetivo contratar médicos para as cidades do interior e periferias das grandes cidades. O Mais Médicos foi lançado em 8 de julho, pela presidente Dilma Rousseff, para melhorar o atendimento dos usuários do SUS (Sistema Único de Saúde). Já no seu lançamento, Joinville e a classe médica alegaram que não havia necessidade de contratar médicos.

Para o Simesc (Sindicato dos Médicos do Estado de Santa Catarina) e a SJM (Sociedade Joinvilense de Medicina), é preciso melhorar a estrutura e dar mais condições de trabalho aos profissionais. O prefeito Udo Döhler confirmou ontem que a necessidade de Joinville não está contemplada no Mais Médicos. “Precisamos de especialistas, como reumatologista, ortopedista. Mas o programa não atende esta demanda. A questão não é de estrutura”, garante Udo.

Ainda segundo o prefeito, equipar e estruturar melhor as unidades básicas e os hospitais é positivo e necessário. Mas para Udo esta não é a principal demanda. A preocupação de Armando com a vinda dos novos médicos é com os custos. “O governo Federal vai pagar o salário de R$ 10 mil. Mas o restante fica por nossa conta. Para nós fica inviável”, avaliou o secretário.

 

 

Médicos já selecionados começam em setembro

A primeira fase de cadastramento do Programa Mais Médicos homologou 1.096 médicos brasileiros e 522 formados no exterior, que atenderão 6,5 milhões de usuários do SUS. A partir da segunda quinzena de setembro, 358 médicos estrangeiros começam a trabalhar em municípios do interior e periferias das grandes cidades.

Inicialmente, os médicos do exterior ficarão concentrados em oito capitais: Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife e Fortaleza. Nessas cidades, terão aulas sobre saúde pública brasileira e língua portuguesa durante três semanas, entre 26 de agosto e 13 de setembro. Os médicos contratados pelo programa irão receber bolsa federal de R$ 10 mil e ajuda de custo. Eles ainda terão de fazer especialização em Atenção Básica durante três anos.

Do total de 1.618 médicos selecionados pelo Mais Médicos, 53% vão para as periferias de capitais e regiões metropolitanas e 47% para municípios com alta vulnerabilidade social. Em relação ao perfil dos profissionais, entre os médicos formados no Brasil, 58% são homens e 42% mulheres. Entre os com diploma do exterior, 63% são homens e 37% mulheres.

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