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Joinvilense Luiz Ildefonso comemora 40 anos dedicados ao caratê

Professor e carateca, de 54 anos, pratica a modalidade em família com os filhos e esposa

R. Szabunia - Especial para o ND
Joinville
05/09/2016 às 14H25

Luiz Ildefonso de Oliveira não chegou a engraxar o cabo da enxada no arrozal em Guaramirim, onde nasceu há 54 anos. Afinal, tinha só seis quando a família adquiriu uma propriedade em Joinville. Aí, sim, precisou dar duro para ajudar, tanto no trabalho quanto na criação dos 13 irmãos que vieram depois dele. “Moramos no local antes chamado Lagoa Triste, que depois o Moacir Bogo mudou pra Lagoa Dourada, quando a recreativa da Gidion era lá. A casa em que morávamos permanece em pé”, conta.

Luiz Ildefonso é um dos responsáveis pelo caratê de Joinville - Carlos Junior/ND
Luiz Ildefonso é um dos responsáveis pelo caratê de Joinville - Carlos Junior/ND



Por causa da distância, só aos 13 anos conseguiu dar continuidade ao ensino fundamental, na Escola Ana Maria Harger, já morando no bairro Itaum, na zona Sul de Joinville. Depois, fez o ensino médio no Elias Moreira, ao mesmo tempo em que, aos 15 anos, ia trabalhar como contínuo na Tigre.

A dureza dos primeiros anos, porém, acabou servindo de estímulo para que Luiz Ildefonso iniciasse, aos 14 anos, uma carreira vitoriosa que acaba de completar 40 anos, dedicada ao caratê, primeiro como atleta e depois como formador. Hoje, contabiliza várias gerações encaminhadas no esporte – inclusive a mulher e três filhos, todos ostentando suas faixas, do marrom ao preto (a família foi perfilada no ND em agosto do ano passado).

 

Nos passos do pai

O pai de Luiz Ildefonso, Bernardino de Oliveira, trocara a lavoura pelo departamento de Segurança Patrimonial da Tigre, onde aprendeu o caratê com o pioneiro professor Carlos Ryoguem Suzuki. Admitindo-se ruim de bola, Ildefonso foi aprender a milenar arte marcial com o pai, prosseguindo com o mestre Suzuki e depois com o tio Renato Caetano da Silva e com o professor Mário Alves. “Foi com o Mário que ganhei minha primeira faixa preta”, detalha Ildefonso, hoje no 6º dan (categoria que vai até 10).

Foi no dia 13 de agosto de 1976 que o então garoto pisou pela primeira vez no tatame, na academia da Tigre. Ele ainda trabalhou na Tecnofibras e na WEG antes de retornar ao primeiro emprego. Formado em educação física e ciências contábeis e pós-graduado em treinamento desportivo, Ildefonso competiu até 1990, tendo integrado a Seleção Catarinense. Encerrou a carreira naquele ano e começou a dar aulas, sendo pioneiro no caratê social em escolas, nos colégios Karin Barkemeier e Bernardo Tank.

Entre as conquistas como atleta e professor, também tem motivos para se orgulhar como dirigente. “Estive no grupo que criou a Federação Catarinense, em 1986, e implantamos o caratê nos Jasc, na edição de 1992, em Joinville.”

A agenda atual de Luiz Ildefonso divide-se entre as aulas de caratê esportivo, nas segundas, quartas e sextas, a serviço da Felej, onde também coordena as categorias de base. Terças e quintas são reservadas para aulas no colégio Karin Barkemeier. E à noite, três vezes por semana, os alunos são soldados da Polícia Militar.

Sua academia, a Dojo Shotokan, fica no ginásio de esportes da Sociedade Ginástica. “Temos hoje cerca de 150 alunos na academia, dos seis aos 60 anos”, detalha o professor, destacando a diversidade etária possível no esporte. “O tatame é o espaço mais democrático que existe”, garante.

Casado com a barra-velhense Terezinha, faixa preta 3º dan, Ildefonso é pai de Guilherme, 22, também faixa preta, e de Luiz Gustavo e Luiza Gabriela, 18, ambos faixa marrom. Os dois filhos moram em Fortaleza, onde Gustavo faz um preparatório visando o concorrido Instituto Tecnológico da Aeronáutica e Gabi conclui o ensino médio.

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