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Investigadores turcos fazem buscas em floresta por corpo de jornalista saudita

A floresta, uma área ampla e remota, fica a 15 km do consulado saudita de Istambul

Folha de São Paulo
São Paulo (SP)
19/10/2018 às 10H18

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Investigadores turcos realizam nesta sexta-feira (19) uma operação de busca em uma floresta de Istambul e numa zona rural próxima à cidade, no âmbito da investigação pelo desaparecimento do jornalista saudita Jamal Khashoggi.

A operação na floresta Belgrado, na margem europeia de Istambul, começou na quinta-feira (18), informaram o jornal Cumhuriyet e o canal NTV.

Investigadores afirmaram ainda terem obtido "muitas amostras" das buscas no consulado e na residência do cônsul-geral saudita e vão tentar identificar traços do DNA de Khashoggi.

A floresta, uma área ampla e remota, fica a 15 km do consulado saudita de Istambul. Jamal Khashoggi, crítico do regime saudita e colaborador do Washington Post, compareceu à representação diplomática em 2 de outubro para questões burocráticas e nunca mais foi visto.

A região é cenário de investigação desde que a polícia constatou que diversos veículos saíram do consulado saudita no dia do desaparecimento do jornalista, segundo a NTV. Existe a suspeita de que pelo menos um dos automóveis tenha seguido para o bosque.

Outro foco de buscas é a zona rural próximo à cidade de Yalova, a 90m km de Istambul.

A imprensa turca afirma que teve acesso a gravações de áudio nas quais os supostos assassinos de Khashoggi o torturam antes de sua decapitação, dentro do consulado e na presença do cônsul-geral.

"As investigações levaram a suspeitas de que seus restos mortas possam estar em Yalova e na floresta Belgrado, e a polícia está buscando nessas áreas", afirmou uma fonte do governo turco à agência Reuters. 

Na noite de quinta, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que "certamente parece" que o jornalista está morto e que a Arábia Saudita terá de sofrer "severas" consequências se isso for confirmado.

Trump havia pedido que a Turquia fornecesse as gravações de áudio com evidências sobre o assassinato, mas o chanceler turco, Mevlut Cavusoglu, disse que não as entregou nem as vai entregar a nenhum governo. 

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