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Sexta-Feira, 21 de Setembro de 2018
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Invasores são retirados de área indígena no bairro Conquista, em Balneário Barra do Sul

Despejo começou às 6h e terminou por volta das 17h30 desta segunda-feira (15)

Suellen Dos Santos Venturini
Joinville
Carlos Júnior/ND
Policiais militares fiscalizaram a saída dos invasores da área no bairro Conquista

 

Destroços de construções. A isso foram reduzidas as cerca de 60 casas que estavam erguidas na área indígena do bairro Conquista, em Balneário Barra do Sul, no Litoral Norte. As casas foram destruídas na ação de reintegração de posse que ocorreu ontem e teve como objetivo retirar invasores da área que pertence à União e foi demarcada como terra da tribo Guarani Mbyá em 2010. Na sexta (12), o TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4a Região), em Porto Alegre, decidiu via liminar que as famílias tinham de deixar o local.

O despejo começou por volta das 6h e terminou por volta das 17h30, sem resistência dos invasores. A ação teve a presença de representantes da Funai (Fundação Nacional do Índio) e polícias Militar e Federal. Ao todo, cerca de 40 policiais estiveram no local, com três caminhões, uma retroescadeira e uma escavadeira. Segundo a Polícia Federal, apenas três famílias ainda estavam no local quando a ação começou. “Eles foram notificados no ano passado e o prazo para eles saírem venceu em abril, mas o pessoal continuou aí”, disse João Maurício Farias, coordenador da Funai para a região do Litoral Sul.
Um dos invasores era Felipe Correia, 65 anos, que afirma que tinha esperança de permanecer no local.

“Eu só fiquei sabendo na hora que tinha que sair. Sabia que estava rolando isso, mas o advogado falava para a gente que não ia sair. Falaram que tinha o oficial de Justiça, e tinha que sair”, conta.  Ele teve tempo de tirar os pertences da casa de madeira antes dela ser destruída, trabalho que durou até o fim da tarde. Correia afirma que estava residindo na área há cerca de um ano e agora vai para o terreno da casa da filha, também em Balneário Barra do Sul.

Moradores do bairro dizem que das 60 casas, apenas dez ainda eram habitadas e que muitas delas foram construídas por pessoas com alto poder aquisitivo e tinham até churrasqueira. Eles ainda dizem que a maioria das pessoas que estavam construindo na área eram de outras cidades. O advogado da Associação de Moradores do bairro Conquista, Guilherme de Oliveira, informou que duas famílias estão sem local para aonde ir.

 

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