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Segunda-Feira, 19 de Novembro de 2018
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Interesse pela ciência começa na escola

Experiências. Escola Professor Martins Veras realiza pelo segundo ano consecutivo a Mostra do Conhecimento .

Aline Machado Parodi
Joinville
Fotos e imagens: Fábricio Porto
Alunas do sétimo ano fizeram projeto sobre os efeitos das drogas no organismo

Transformar o conhecimento passado em sala de aula em projetos práticos e, assim, criar gosto pela ciência de modo geral. Esse é um dos objetivos da Mostra do Conhecimento que a Escola de Educação Básica Professor João Martins Veras realiza uma vez por ano.

Vinte grupos participaram da Mostra deste ano com projetos que abrangeram todas as disciplinas. Os mais bem avaliados pelos professores articiparão de uma mostra promovida pela Gered (Gerência Regional de Educação).

 “Nem sempre o que é aplicado em sala de aula é assimilado pelo aluno. Com a Mostra do Conhecimento, descobrimos o potencial do aluno. Quando ele fica livre para criar, ele mostra todo o seu potencial”, comentou a diretora da escola Rita de Cássia Pereira Silva.

Em 2011, um dos trabalhos da escola foi selecionado para representar a região na Feira de Ciência e Tecnologia da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). A aluna Maila Venturini Souza, de 13 anos, ganhou uma bolsa de pesquisa da Fapesc (Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina) para desenvolver outro projeto para a mostra deste ano da escola. Ela tinha feito um projeto sobre energia eólica.

Os projetos são desenvolvidos em sala de aula. Os alunos apresentam as ideias e os professores auxiliam nas pesquisas. De acordo com o assessor de direção e organizador da mostra, Roberto Leão de Paula, a participação dos alunos aumentou do ano passado para cá.

“Hoje vemos um envolvimento muito maior dos alunos e professores. Trabalhamos com o aprendizado colaborativo: o professor sai do altar de dono do conhecimento e abre a escola para os alunos pesquisarem o que quiserem. É uma troca de conhecimento entre todos, alunos, professores, serventes, a escola inteira”, disse o assessor de direção.

Um alerta sobre as drogas

As amigas Thaize Cristina de Souza, 13, Carolini Dorneles Acosta, 12, e Maila Venturini Souza, 13, alunas do 7º ano do ensino fundamental, apresentaram o projeto “Dê um fim nas drogas antes que elas deem um fim em você”. As meninas pesquisaram os efeitos das drogas no organismo, os tipos de drogas existentes e os mais comuns.

Com auxílio de cartazes e um boneco mostrando os órgãos, as meninas orientaram os colegas sobre os riscos do uso de drogas. “As drogas afetam a coordenação motora, o corpo fica com imunidade baixa. Mais de 30% das pessoas conseguem sair das drogas, mas podem ficam ficar com lesões como defeito na fala”, ensinou Thaize.

As alunas também apresentaram curiosidades sobre as drogas. “Sabia que o ecstasy é conhecido como droga do amor? É porque ele é colorido. O crack é o que mais mata. O efeito chega em 12 segundos ao cérebro”, contou Carolini.

Para elaborar o projeto, as meninas foram pesquisar em jornais, revistas, sites e contaram com o apoio dos professores, principalmente de biologia, e também dos pais. “A gente aprende com eles e eles com a gente. Se não fosse a mostra não iria aprender tudo isso só na sala de aula”, afirmou Maila.

Esta é a sua segunda experiência com projetos de ciência. No ano passado, ela representou a região na Feira de Ciência e Tecnologia da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). “Nunca tinha participado de uma feira de ciência. Foi muito interessante. Lá na universidade eu era a mais novinha. Deu mais vontade de continuar pesquisando”, contou Maila.

Um chazinho para toda hora

Leonardo Alcino Gianchini e Maria Carolina Cardoso querem incentivar o uso correto dos chás medicinais

Os alunos do 1º ano do ensino médio Leonardo Alcindo Giachini e Maria Carolina Cardoso decidiram estudar o funcionamento do relógio do corpo humano.  O relógio leva em consideração o horário em que determinados órgãos estão em plena atividade, e conhecendo esse ritmo é possível potencializar a eficácia dos chás.

O fígado, por exemplo, está em pleno funcionamento às 13h, segundo o relógio do corpo humano; o coração, por sua vez, atinge o auge às 18h. A pessoa que quiser aumentar a eficácia do chá de boldo terá mais resultados se tomá-lo às 13h.  

Os alunos criaram o relógio com plantas medicinais. Eles conversaram com a comunidade para descobrir quais ervas são mais utilizadas para cada tipo de órgão.  Também pesquisaram a origem do chá e as aplicações do relógio do corpo.  “Se você tomar o chá no horário exato vai potencializar os resultados. Já existem pesquisas comprovando isso”, garantiu Leonardo.

A intenção dos alunos é implantar um relógio do corpo humano na escola e conscientizar as pessoas sobre os horários corretos para tomar o chá medicinal. Eles gostariam também de levar o projeto para os postos de saúde.

Uma luminária de óleo de cozinha

Alunos transformaram óleo de cozinha, água e comprimido efervencente em uma luminária de lava

A Mostra do Conhecimento revelou o lado criativo dos alunos da Escola Professor Martins Veras. Quatro estudantes do 6º ano do ensino fundamental criaram uma versão caseira e mais barata da lâmpada de lava, aquela luminária com gel que tem bolhas coloridas dentro.

Em um recipiente com óleo de cozinha, eles colocaram certa quantidade de água com corante.  Para dar o efeito de bolhas eles usaram um comprimido efervescente. “O gás cria o efeito da lâmpada de lava normal”, explicou Tainara de Souza Maia, 11 anos.

Walquiria Borges, 12, explicou que o grupo fez pesquisas na internet para chegar ao efeito desejado.  Os alunos perceberam que dependendo da quantidade de comprimido efervescente utilizado, o efeito de bolhas é maior.  “Esta é a primeira vez que participo de uma feira de ciência, é muito legal. Gostei de descobrir um jeito mais prático e barato de fazer uma lâmpada”, disse Renato Cardoso de Matos, 12.

 

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Participe

Você pode participar do ND Ciência, mande sua sugestão pelo email ndciencia@noticiasdodia.com.br, pelo facebook/NDCiencia ou telefone 3419-8055

 

Robson Brüning/arte/ND

 

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