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Inteligência da SSP capta áudio indicando mais confronto sangrento na região da Capital

Facção catarinense foi criada para ser uma voz contrária aos mandos da administração prisional, mas na última década mudou de face: coordena o crime além-muros

Colombo de Souza
Florianópolis
18/04/2017 às 23H17
Áudios foram captados pelo setor de inteligência da Segurança Pública - Marco Santiago/ND
Áudios foram captados pelo setor de inteligência da Segurança Pública - Marco Santiago/ND


O rentável mercado da cocaína em Florianópolis, disputado por facções criminosas - a catarinense PGC (Primeiro Grupo Catarinense) e a paulista PCC (Primeiro Comando da Capital) - indica mais massacre nos pontos de drogas. No mesmo dia da chacina na Vila União, informações do setor de inteligência da Segurança Pública captaram informações sobre mais um confronto sangrento que poderá ocorrer na região. “O local não ainda não foi identificado”, contou um policial. 

Em outro áudio, captado na semana passada, integrantes do PCC planejam ocupar o loteamento Dona Vanda, em São José, onde a facção rival domina os pontos de droga. Dois dias depois da chacina na Costeira do Pirajubaé, com quatro mortos e dois feridos, o secretário da SSP (Secretária de Estado de Segurança Pública), César Grubba, ressaltou que 80% dos homicídios na Capital estão relacionados à disputa pelo tráfico de drogas.

>> Tiroteio marcou noite mais violenta em quase 30 anos na Vila União, em Florianópolis

O PGC nasceu na Penitenciária de São Pedro de Alcântara, em 2003. Foi fundado por Nelson de Lima, o Setenta. De acordo com o setor de inteligência da Polícia Civil, a motivação dos detentos era a “autopreservação”. A facção foi criada para ser uma voz contrária aos mandos da administração prisional, mas na última década mudou de face: coordena o crime além-muros. Seus líderes exercem influência em diversas cidades do Estado, principalmente no Vale do Itajaí.

No início, as duas facções conviviam em harmonia. “Aliás, foi o PCC quem deu as primeiras orientações para o PGC”, lembrou o delegado da Polícia Civil André Luiz Mendes da Silveira, que em 2010 assumiu a pasta da Seguraça Pública em substituição a Ronaldo Benedet, que saiu do governo para ser candidato a deputado federal. Benedet se elegeu, e se reelegeu quatro anos depois.

Uma das ações de Silveira foi a coragem de denunciar na mídia o crescimento do PGC e as mortes praticadas pela facção. Ele diz que adotou esta iniciativa após estudar e ler muitos noticiários sobre situação semelhante por qual passava o Estado de São Paulo, entre 2006 e 2008. “Fiz a denúncia para acordar o Poder Judiciário e provocar uma reação nas forças estaduais”, disse.

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7 Comentários

  • BERBIGÃO
    OH GRUBBA, QUANDO VAIS REINAUGURAR O 4º BPM FECHADO DESDE 2014?
    Deixa assim
    Sou a favor em deixar eles se matarem, não darão mais trabalho a policia e a comunidade, não serão sustentados por nós nas cadeias, não precisa indenizar família caso morram em presídios e outras vantagens com o fim desses vermes.