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Quarta-Feira, 21 de Novembro de 2018
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Infestação de pombos no Hospital Municipal São José, em Joinville

Unidade estuda a abertura de licitação para contratar uma empresa para desinfetar local. Ao público, é recomendado não alimentar as aves

Rosana Rosar
Joinville
Rogerio da Silva/ND
Ocorrência de pombos no telhado e jardim do hospital começa a preocupar

          

Medidas como a limpeza e desinfecção das áreas ocupadas pelos pombos no jardim e no telhado do prédio central do Hospital Municipal São José, no Centro, serão adotadas pela direção para minimizar a infestação. Na próxima semana o hospital lança a licitação para contratar uma empresa que deve iniciar o trabalho em até 20 dias. Antes disso, a direção analisa formas alternativas para afastar os pombos como a colocação de pregos em algumas áreas onde eles pousam – para repeli-los – e a captura seguida da transferência dos animais para locais ainda indefinidos.

Segundo Fabrício Machado, diretor-executivo do hospital, a Ccih (Comissão de Infecção Hospitalar) enviou ofícios para a Fundema (Fundação Municipal do Meio Ambiente) e para a Vigilância Epidemiológica pedindo orientações de como fazer o afastamento das aves. “Precisamos que eles nos auxiliem a encontrar um local adequado para destinar esses pássaros. Depois a empresa contratada fará a limpeza e a desinfecção onde se tem ninho e onde eles pousam e vai passar repelente para que não voltem”, detalha.

Como o problema é de saúde pública a Fundema não intervirá. Na próxima semana, a vigilância ambiental deve fazer uma análise do local. Aliadas a essas medidas o Ccih e o departamento de ensino do hospital farão ações de conscientização com pacientes e servidores ressaltando que os pombos não devem ser alimentados. “Há mais de um ano começamos a notar o aparecimento dos pombos, mas era mais concentrado nos fundos. Agora eles têm se aproximado e chegado nas janelas porque têm sido alimentados aqui”, informa Fabrício.

De acordo com o Ministério da Saúde, a população dos animais deve ser controlada para evitar a proliferação de doenças nos seres humanos e para melhorar a qualidade de vida das aves. As estatísticas mostram que na cidade um pombo vive em média quatro anos e, em seu habitat natural, pode viver até 15 anos. As fezes das aves contêm o fungo Criptococus neofarmans, causador de doenças como a meningite e a criptococose.

Saiba mais – Riscos que os pombos trazem para a saúde

Por serem simpáticos e símbolos da paz, algumas pessoas gostam de alimentá-los com restos de comida, pão, pipocas, que são alimentos inadequados e prejudicam a saúde dos animais, além de viciá-los. Como dificilmente são caçados por outros animais, sua população cresce muito rápido e o aumento de sua quantidade tornou-se um grave problema de saúde, pois, podem causar várias doenças graves que podem levar à morte ou deixar seqüela, destacando-se:

- salmonelose: doença infecciosa provocada por bactérias. A contaminação ao homem ocorre pela ingestão de alimentos contaminados com fezes animais;
- criptococose: doença provocada por fungos que vivem no solo, em frutas secas e cereais e nas árvores; e isolado nos excrementos de aves, principalmente pombos;

- histoplasmose: doença provocada por fungos que se proliferam nas fezes de aves e morcegos. A contaminação ao homem ocorre pela inalação dos esporos (células reprodutoras do fungo);

- ornitose: doença infecciosa provocada por bactérias. A contaminação ao homem ocorre pelo contato com aves portadoras da bactéria ou com seus dejetos;

- meningite: inflamação das membranas que envolvem o encéfalo e a medula espinhal.

Medidas de controle:

- retirar ninhos e ovos;
- umedecer as fezes dos pombos com desinfetante antes de varrê-las;
- utilizar luvas e máscara ou pano úmido para cobrir o nariz e a boca ao fazer a limpeza do local onde estão as fezes;
- vedar buracos ou vãos entre paredes, telhados e forros;
- colocar telas em varandas, janelas e caixas de ar condicionado;
- não deixar restos de alimentos que possam servir aos pombos, como ração de cães e gatos;
- utilizar grampos em beirais para evitar que os pombos pousem;
- acondicionar corretamente o lixo em recipientes fechados;
- nunca alimentar os pombos.

Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde/ Secretaria de Saúde do Recife

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