Publicidade
Quarta-Feira, 19 de Setembro de 2018
Descrição do tempo
  • 27º C
  • 17º C

Manifesto cobra medida urgente na iluminação pública de Joinville

Prefeitura diz que impasse está perto do fim; empresa ofereceu R$ 44 milhões para operar o serviço

João Batista (JB)
Joinville
Carlos Júnior/ND
Portando velas, cerca de 40 pessoas percorreram trecho entre o Mercado  Público e a Prefeitura , ontem, às 19h



O fim do impasse na licitação do serviço de iluminação pública está próximo. De acordo com a Prefeitura de Joinville, não há mais empecilhos para que seja feita a assinatura da ordem de serviço com o consórcio SQE, vencedor da concorrência pública. A empresa apresentou proposta de R$ 44 milhões para operar o serviço pelos próximos três anos. Depois de sanadas pendências judiciais e irregularidades no processo licitatório apontadas pelo TCE (Tribunal de Contas Estadual), o governo está com caminho livre para concluir a contratação.

O trâmite agora é dentro de secretaria de Administração, que prefere não estipular prazos para que a ordem de serviço seja dada, uma vez que novos impasses podem ocorrer. O edital de licitação foi lançado ainda em fevereiro. A contratação do consórcio SQE, o mesmo que operou o sistema no contrato anterior, já era para estar efetivado, mas uma das empresas concorrentes contestou o resultado da licitação. Com a demora na escolha, cada dia mais lâmpadas carecem ser trocadas devido à falta de manutenção.

Chamando à atenção para o problema, um ato simbólico foi realizado no Centro, na noite de ontem, por um grupo com cerca de 40 pessoas. Elas se reuniram em frente ao Mercado Público e seguiram em caminhada pela avenida Procópio Gomes até a Prefeitura. Nas mãos, os manifestantes carregaram velas acesas para mostrar indignação e representar a situação de medo e insegurança devido às milhares de lâmpadas queimadas.

Segundo o estudante Rafael Bianchi, 23, que organizou a mobilização, o protesto foi motivado pelas inúmeras reclamações que tem ouvido todos os dias de moradores. “A ideia é chamar a atenção pelo descaso da Prefeitura com a comunidade, no sentido de que 35% da cidade está sem iluminação”, comentou.

O empresário Gilmar Oliveira Gonçalves, 50, espera que o ato sirva para providências urgentes sejam tomadas. Ele sugere a contratação emergencial de uma empresa para fazer a troca das lâmpadas, medida já solicitada em ação do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), ainda sem decisão na Justiça. “É vergonhoso. A cidade toda está às escuras”, reclamou.

Publicidade

0 Comentários

Publicidade
Publicidade