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Terça-Feira, 13 de Novembro de 2018
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Homem será julgado pela segunda vez pelo mesmo crime em Joinville

Felipe Ferreira de Oliveira é acusado de assassinar Fernanda Rossweiler Carvalho, na época com 15 anos, e incendiar o corpo dela

Suellen Dos Santos Venturini
Joinville
Rogerio da Silva/ND
Felipe Oliveira (fundo) foi condenado em 2011, mas foi absolvido no Tribunal de Justiça


O Tribunal do Júri da Comarca de Joinville julga nesta quinta (25) pela segunda vez um homem acusado de ter assassinado a adolescente Fernanda Rossweiler Carvalho, 15 anos. Em 27 de outubro de 2009, o corpo da jovem foi encontrado em um matagal do bairro Jardim Paraíso, zona Norte de Joinville. Ela foi morta com dois tiros na cabeça e o corpo foi incendiado.

O acusado pelo crime, Felipe Ferreira de Oliveira, o Ceará, foi preso e passou cerca de cinco meses detido. Em 25 de novembro de 2011, ele foi a júri popular pelo crime e recebeu sentença de 15 anos de prisão, mas a defesa recorreu da decisão e ganhou. O TJ (Tribunal de Justiça) entendeu que a decisão dos jurados foi contrária às provas que constavam nos autos.

Agora, um novo júri popular vai reavaliar o caso a partir das 13h de hoje, no Fórum de Joinville. De acordo com a acusação, Ceará teria matado Fernanda com a ajuda de um adolescente. Eles atraíram a garota até o local do crime com a desculpa de que precisavam da ajuda dela para localizar um revólver perdido no mato. A jovem, que já foi namorada de Ceará, levou dois tiros na cabeça ao chegar ao local.

Para dificultar o reconhecimento, a vítima foi queimada e só foi identificada através das botas. Quando encontrado, o corpo estava em adiantado estado de decomposição.

Segundo a acusação, Fernanda Rossweiler Carvalho foi morta porque seu irmão vendia drogas para Ceará e não teria repassado uma parte do valor arrecadado. Quando cobrado, o irmão da jovem fugiu. Como vingança, Ceará resolveu matar Fernanda. Ele nega a autoria do crime e acusa o adolescente, que foi apontado como cúmplice do assassinato. O advogado do réu, Jonathan Moreira dos Santos, destaca que “o menor assumiu a culpa pelo crime”. De acordo com Santos, a defesa vai continuar com a tese de que Ceará é inocente. A defesa terá o auxílio de duas testemunhas, que afirmam que o acusado não estava no local do crime no momento do assassinato.

Para o Promotor de Justiça Ricardo Paladino, titular da 1ª promotoria, não há dúvidas de que Ceará é culpado. “Eu tenho plena convicção de que ele é culpado, porque tudo que ele trouxe de defesa, inclusive o relato das duas testemunhas, não fecha com o que ele diz”, afirma Paladino. Para a acusação, Ceará planejou e executou o crime e o menor teria aceitado levar a culpa porque trabalhava para Ceará no tráfico. Ceará responde por homicídio duplamente qualificado e a pena pode chegar a quase 20 anos de prisão.


Acusado de matar ex-companheira vai a julgamento em São Francisco 

Reprodução R7/ND
Juasley Iusf Batista foi preso em 2013, no Rio de Janeiro


Está marcado para a próxima segunda (29), às 9h, o júri popular do acusado de ter assassinato a despachante Mônica Amaral,37 anos, em novembro de 2011, em São Francisco do Sul. O crime chocou a cidade. O acusado, Juasley Iusf Batista, esfaqueou Mônica, sua ex-companheira, após fingir que tentava reatar o relacionamento.

No dia do crime, Mônica foi surpreendida por Batista ao sair do trabalho. Ele tinha nas mãos um buquê de rosas vermelhas. Os dois saíram juntos do local e meia hora depois o corpo da mulher foi encontrado, ao lado do buquê, em uma casa abandonada na rua Olaria, no bairro Água Branca. Mônica foi morta com mais de 20 facadas em diversas partes do corpo.

Batista, apontado como autor do crime, permaneceu dois anos foragido da Justiça até ser encontrado no Rio de Janeiro. Ele foi preso por estar em atitude suspeita e com uma carteira de identidade falsificada. Como a Polícia Civil de São Francisco do Sul desconfiava que o suspeito tivesse fugido para a capital carioca, divulgou fotos de Batista. O acusado aguarda julgamento na UPA (Unidade Prisional Avançada) de São Francisco do Sul.

Ele vai responder por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, com emprego de meio cruel e durante emboscada. A pena para o crime pode chegar a 30 anos de prisão.

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