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Sábado, 17 de Fevereiro de 2018
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Grupo de ciclistas de Joinville comemora marca de 1.000 passeios

Integrantes do Die Fernfahrer, que em alemão que dizer “os que vão longe”, contabilizam 80.000 quilômetros em 21 anos de pedaladas

Suellen Dos Santos Venturini
Joinville
Carlos Junior/ND
Ciclistas amadores se encontram semanalmente

 

Joinville, que já foi conhecida como a cidade das bicicletas, é um lugar privilegiado para quem gosta de pedalar. Ampla e com muitas estradas rurais, passear pela cidade pode proporcionar paisagens inesquecíveis. São cartões-postais que o grupo Die Fernfahrer conhece bem. Há 21 anos, os ciclistas amadores se encontram semanalmente para percorrer trajetos que já passaram dos 140 quilômetros de uma vez. Fazendo jus ao nome do grupo – que em alemão que dizer “os que vão longe”, juntos os passeios já contabilizam 80 mil quilômetros pedalados.  

Se feita em linha reta, a distância daria para ir sete vezes do Oiapoque ao Chuí, os dois extremos do Brasil, e fazer 222 vezes a viagem de ida e volta de Joinville a Florianópolis. Outra marca que o grupo vai conquistar, no dia 29, é a de mil passeios juntos. “É uma marca para se comemorar. Não é todo grupo que chega aos mil passeios com as mesmas pessoas”, pontuou Ivan Hudler, 54 anos, que pedala com o grupo desde os primeiros meses.

O Die Fernfahrer começou em 1993, com uma ajuda de um ciclista profissional, o joinvilense Geraldo Bandoch. Na época, ele reuniu funcionários da empresa Tigre para praticar o esporte e os seis que aderiram adotaram a ideia. “Um foi chamando o outro e quando decidimos que iríamos continuar passeando, colocamos o nome no grupo”, contou Hudler.

O grupo agregou mais participantes. Alternadamente, já passaram pelo Die Fernfahrer mais de 50 pessoas. “O núcleo é o mesmo do começo, mas tem aquelas pessoas que participam de vez em quando ou participaram três ou quatro vezes”, contou Hudler.

Entre os destinos mais distantes, estão a volta em São João do Itaperiú, com 143 quilômetros de distância e a da praia do Forte, em São Francisco do Sul. Os passeios se iniciam sempre aos sábados de manhã, de um dos cinco pontos de partida traçados pelo grupo, em Joinville. “Vamos sempre bem cedo, às 6h30 e até meio-dia todos estão em casa, até para não comprometer a vida familiar de ninguém”, ressaltou Hudler.

Os trajetos favoritos do grupo são os rurais, de preferência que terminem em um bom banho de cachoeira ou que levam a uma estrada desconhecida. “Como uma vez que fomos para uma Estrada do Dedo Grosso (no bairro Vila Nova, zona Leste de Joinville) e um caminho onde só passava moto e bicicleta e pensei ‘quando é que eu ia conhecer um lugar assim?’”, comentou Hudler.

 

Germano Rorato/ND
"É uma marca para se comemorar. Não é todo grupo que chega aos mil passeios com as mesmas pessoas", diz o empresário Ivan Hudler

 

Passeio comemorativo

O passeio que vai marcar os mil encontros do grupo ocorre no dia 29, com partida às 6h45 da antiga prefeitura, na esquina entre as ruas Max Colin e João Colin, no bairro América. O trajeto dessa vez será relativamente curto. Eles vão até a lanchonete Rio da Prata, no distrito de Pirabeiraba, e lá vão comemorar. Segundo Hudler, assim como em todos os passeios, quem quiser ir será bem-vindo. “É aberto para quem quiser, até porque nosso desejo é incentivar a pedalada, que faz muito bem para a vida.”

 

Ivan Hudler/divulgação/ND
Em Araquari. Na localidade de Corticeira, o céu se reflete nas águas dos arrozais formando um dos inúmeros cartões-postais do interior da região

 

União

União e compromisso. Esses são os ingredientes que fez o Die Fernfahrer chegar tão longe. O grupo se encontra todo sábado, pontualmente às 6h30. O único motivo para cancelar o passeio é uma forte chuva e olhe lá. Todo esse esforço porque o grupo tinha uma meta: chegar aos mil passeios. Desde o início, eles registram as pedaladas em uma planilha. Número da viagem, trajeto, distância, nome de quem estava e até curiosidades da ocasião estão documentadas. Quem faz o controle é o empresário Ivan Hudler, que confessa, “sempre fui organizado”.

Ele começou a pedalar com o grupo por convite do primo Marcio Fischer, um dos fundadores. Na época, Hudler tinha sido diagnosticado com uma crise de estresse, que desapareceu no primeiro ano de pedaladas. Foi quando ele soube que fazer a atividade física tinha se tornado essencial à rotina. “Para mim não é um esporte, é um tratamento de saúde”, afirmou o empresário.

O grupo também tem uma pessoa responsável por monitorar a previsão do tempo e o diretor de trajetos, que decide o destino de cada passeio e comunica os participantes. Depois dos mil passeios, o plano é continuar. “Nossa meta era chegar ao passeio de número mil, mas vamos continuar pedalando”, assegurou Hudler.

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