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Florianópolis tem primeiro caso de toxina em produções de moluscos

Caso foi registrado na praia do Forte, no Norte da Ilha; o comércio dos moluscos está interditado desde o dia 18 de outubro

Diogo de Souza
Florianópolis
24/10/2017 às 18H31

O impedimento da retirada, comércio e consumo de moluscos em Santa Catarina deve se estender por mais dias. Análises realizadas nesta terça-feira (24) detectaram a Toxina Paralisante (PSP) em produções na praia do Forte, no Norte da Ilha, em Florianópolis, e em Bombinhas, na praia de Canto Grande. Até segunda-feira (23), eram quatro pontos contaminados de um total de 25 monitorados. Após as últimas amostras esse número deve subir e, dessa forma, a suspensão por parte da Secretaria de Estado da Agricultura e Pesca, ainda não tem prazo para ser interrompida. A informação foi confirmada pelo gerente de Pesca e Aquicultura, Sergio Winckler. A interdição acontece desde o dia 18 de outubro.

Durante a manhã de terça, equipes da Epagri estiveram em pontos do litoral e constataram a presença de algas em Jurerê, Ponta das Canas e Daniela. “A Epagri verificou manchas de algas nessas praias. Essa água coletada foi encaminhada para Itajaí para análise e agora precisamos esperar. A praia do Forte (em Florianópolis) e a praia Canto Grande, em Bombinhas, tiveram confirmadas a presença da toxina. A situação é preocupante”, ponderou Winckler.

Em meio às coletas das últimas horas, o gerente pediu paciência, pelo menos, até quarta-feira (25), quando a secretaria, Epagri e Cidasc devem se reunir para atualizar o mapa das contaminações e tomar as devidas medidas em relação à liberação dos moluscos.

A proibição da retirada, comercialização e o consumo acontece em todo o Estado e de forma preventiva. A toxina paralisante é do grupo saxitoxina e pode causar diarreia, náuseas, vômitos, dores abdominais, perda de sensibilidade nas extremidades do corpo e, em casos mais severos, paralisia generalizada e óbito por falência respiratória.

Santa Catarina é o único estado do país que realiza o monitoramento permanente das áreas de cultivo por meio do Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos,  há mais de 10 anos.  Esse programa existe em todos os países que possuem uma produção expressiva de moluscos, e é um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva.  A decisão da liberação da comercialização e consumo de moluscos será tomada da mesma forma como nos episódios de anos anteriores, garantindo a segurança dos consumidores e a credibilidade dos moluscos catarinenses. 

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