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Florianópolis tem 74,7% dos pontos próprios para banho e Praia de Ingleses é destaque

Dos 215 pontos analisados no litoral catarinense, 46 (21,39%) estão impróprios. Canasvieiras é a praia da Capital com o maior número de pontos impróprios (três), seguida de Ponta das Canas (dois)

Michael Gonçalves
Florianópolis
09/12/2017 às 10H00

O primeiro relatório de balneabilidade da temporada de verão 2017/2018 foi divulgado pela Fatma (Fundação de Meio Ambiente) na tarde desta sexta-feira (8). Dos 215 pontos analisados no litoral catarinense, 46 (21,39%) estão impróprios. Em Florianópolis, dos 75 pontos pesquisados, 56 (74,7%) estão próprios para banho. Destaque positivo para a praia de Ingleses, onde os sete locais de coleta aparecem como próprios. Por outro lado, dos oito pontos de Canasvieiras, três estão impróprios. As coletas foram realizadas entre os dias 4 e 8 de dezembro em 114 praias de 27 municípios do Estado.

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Dois oito pontos analisados pelos técnicos da Fatma em Canasvieiras, cinco estão próprios para banho - Flávio Tin/ND



A pesquisa da Fatma tem como objetivo avaliar a qualidade sanitária da água das praias frequentadas por banhistas. Em relação ao último relatório, houve alterações em cinco pontos da Capital: um na praia do Meio (Continente), um na praia da Caiacangaçu (Sul da Ilha), um na Lagoa da Conceição (Leste da Ilha) e dois em Canasvieiras (Norte da Ilha).

Durante a temporada, o relatório é divulgado todas as sextas-feiras e leva em conta as últimas cinco análises. “O nosso percentual de pontos impróprios oscila de 25% a 35% e, atualmente, Florianópolis tem 25,33%, mas a tendência é de aumentar com o período de festas. Com o aumento da população cresce o consumo de água e, consequentemente, a quantidade de esgoto descartado”, explica o responsável técnico da Fatma, Marlon Daniel da Silva.

xx - Fabio Nienow/Especial para o ND
Fabio Nienow/Especial para o ND



A praia de Ingleses foi destaque positivo com os sete pontos de coletas com anotação de próprios. No mesmo período do ano passado, os pontos em frente à rua do Siri e da foz do rio Capivari estavam impróprios. Em compensação, a praia de Canasvieiras ganhou mais dois pontos impróprios em relação ao último relatório. Os pontos que ficam em frente à rua Heitor Bittencourt e no canto esquerdo da praia, próximo às pedras, atualmente, não são aconselháveis para banho.

Dois pontos impróprios em Canasvieiras sem informação

A Fatma orienta que os banhistas busquem as informações sobre a balneabilidade no site www.fatma.sc.gov.br ou pelo aplicativo gratuito Praias SC. O problema é que o visitante depende das placas físicas instaladas nos 75 pontos de Florianópolis. Os banhistas que utilizam os dois pontos de Canasvieiras que tiveram a qualidade da água alterada de própria para imprópria esta semana ficaram sem a informação física no local, porque as placas foram furtadas ou danificadas.

Os adesivos nas placas em Florianópolis são trocados pelo salva-vidas civil John Albert Schlegel, mas quando a placa está caída o adesivo não é trocado. Foi o que aconteceu com o ponto de número 60, que fica no canto esquerdo de Canasvieiras. John explicou que cerca de 20% das placas na Capital desapareceram.

Com a placa no meio do matagal, os banhistas não tiveram a informação correta sobre o perigo de tomar banho em uma água possivelmente contaminada. “A indicação de balneabilidade é uma informação importante, principalmente, para quem não é da cidade e não reconhece os pontos de poluição. Se a placa estivesse no local correto, não teria a mínima chance de entrar na água”, lamentou a fisioterapeuta Luana Campos, 31 anos, de Salvador (BA).

Placas serão recolocadas a partir de 10 de janeiro

O gerente de balneabilidade da Fatma, Oscar Vasques Filho, informou que a fundação tem um contrato anual para a manutenção das placas de balneabilidade. Ele disse que além do vandalismo e da ressaca marítima, que destruíram alguns letreiros, a ganância de comerciantes e de moradores também é responsável pelo desaparecimento das placas informativas. As placas serão recolocadas a partir do dia 10 de janeiro.

“Infelizmente tem comerciante e morador que pensam apenas no lucro e não querem ter a balneabilidade do seu ponto com a identificação de impróprio. Isso quando não adulteram a informação. Temos problemas frequentes em Itapema e em dois locais em Florianópolis, na Lagoa da Conceição e em Canasvieiras. Quando um banhista não toma banho em uma área contaminada e não prejudica a própria saúde é o município quem economiza”, afirma. Oscar informou que banhistas em áreas contaminadas podem contrair doenças dermatológicas e ter reações como náusea, vômito e enjoo.

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